Totti se despede da seleção com atuação discreta

A Itália ganhou seu quarto título mundial e perdeu seu camisa 10. Francesco Totti, que completa 30 anos em setembro, anunciou neste domingo que deixa a seleção. ?Foi o máximo na minha carreira. Saio como campeão do mundo para me dedicar à Roma e à minha família. Sempre estiveram comigo, agora quero estar com eles?, disse o meia. Não foi uma despedida de gala. Totti completou neste domingo 58 jogos e nove gols pela seleção. Nos últimos três anos, marcou apenas três gols: um de falta e dois de pênalti. Um deles, no Mundial, contra a Austrália. Na decisão da Copa, foi substituído aos 15 minutos do segundo tempo, para a entrada de De Rossi. ?Foi uma substituição correta. Eu estava cansado e acho que não ajudaria nos pênaltis. O importante é que a Itália venceu o Mundial.?O centroavante Luca Toni dedicou o título à Calábria, onde nasceu e à Lombardia, onde defende o Milan. ?É uma alegria estupenda o que estou sentindo. Todo jogador sonha com isso desde que é criança e eu consegui hoje. A França é muito forte, jogou bem, mas conseguimos igualar o jogo e vencemos nos pênaltis. Foi lindo.?O artilheiro do último Campeonato Italiano não quis falar sobre a cabeçada de Zidane em Materazzi. ?Eu vi depois na televisão, mas prefiro falar sobre a vitória da Itália.?Materazzi não esteve presente apenas neste lance. A história do jogo não se pode contar sem falar de seu nome. E ele nem deveria jogar. É reserva de Nesta, que se contundiu na coxa direita, no início do jogo contra a República Tcheca, último da primeira fase. Neste domingo, Materazzi foi punido, aos sete minutos, por um pênalti que não cometeu. Empatou o jogo aos 19 minutos, com um gol de cabeça. Já havia feito um contra os tchecos. Levou uma infame cabeçada de Zidane e foi perfeito na cobranaça do segundo pênalti da decisão. ?Ele jogou muito bem, fez tudo certo no jogo. Fico triste por não jogar, mas ele me substituiu muito bem?, comentou Nesta, após o jogo. A festa italiana contou com a presença do presidente Giorgio Napolitano, que foi recebido pelo presidente francês Jacques Chirac e por Gerald Schroeder, ex-chanceler da Alemanha. ?Estou feliz porque ganhamos mostrando o futebol que todos gostam de ver."Os jornalistas italianos eram parte da festa. Todos gritavam: ?Somos campeões do mundo?, entre várias outras canções. Massimo Oddo, lateral reserva, foi o primeiro jogador a sair, com uma garrafa de cerveja na mão. Pouco em relação ao que se viu em campo, com os jogadores cortando o cabelo de Camoranesi e com Gattuso comemorando, de cueca e camisa, junto aos torcedores.

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