Tradutor de Felipão é liberado, mas permanece na Arábia

Marcelo dos Santos, tradutor do técnico Luiz Felipe Scolari no Usbequistão, foi liberado pela polícia neste sábado e deixou a delegacia da cidade de Jedah, na Arábia Saudita. Ele havia sido detido na quarta-feira após agredir um policial e o quarto árbitro da partida entre o Bunyodkor, de Felipão, e Al-Ittihad, pela Liga dos Campeões da Ásia.

AE, Agência Estado

17 de abril de 2010 | 15h06

O tradutor, porém, não poderá deixar o país de imediato. Por causa de trâmites burocráticos, ele precisará permanecer na Arábia nos próximos dias até ser liberado para se reunir novamente à delegação do Bunyodkor, que já retornou ao Usbequistão.

Marcelo dos Santos foi liberado após formalizar um pedido de desculpas ao policial agredido na quarta, ao fim do jogo. O tradutor, que é negro, havia se revoltado ao ouvir ofensas racistas por parte da arbitragem.

Ele teria sido chamado de "macaco" pelo quarto árbitro após reclamar ao final da partida de que o juiz principal não tinha permitido que um dos jogadores do Bunyodkor voltasse à campo, depois de ser atendido pela equipe médica. Na confusão, Marcelo acabou agredindo também um dos policiais que fazia a segurança do jogo.

Após ser liberado, o tradutor, que dormiu apenas sobre um tapete na delegacia nas últimas noites, foi para um hotel na mesma cidade, onde pôde reencontrar dois diretores do time que acompanham o caso. A Fifa e a Confederação Asiática de Futebol ainda não se pronunciaram sobre o episódio.

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