Paulo Giandalia/Estadão
Paulo Giandalia/Estadão

Traffic é multada em R$ 3,8 milhões por envolvimento em caso de corrupção da Fifa

Juíza Pamela Chen decretou a sanção durante uma audiência realizada nesta segunda no Brooklyn

Redação, Estadão Conteúdo

18 de março de 2019 | 18h38

A Justiça dos Estados Unidos multou nesta segunda-feira a Traffic pelo envolvimento no caso de corrupção da Fifa, que provocou a prisão de diversos dirigentes do futebol mundial nos últimos anos. Uma juíza federal norte-americana definiu o valor de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,8 milhões) à empresa de marketing esportivo, que era comandada pelo brasileiro J. Hawilla.

A juíza Pamela Chen decretou a sanção à Traffic Sports International e à Traffic Sports USA durante uma audiência realizada nesta segunda no Brooklyn. Os dois grupos foram alvos de uma grande investigação da Justiça norte-americana que tinha como alvo diversas empresas acusadas de subornar dirigentes do futebol mundial em troca dos direitos comerciais de torneios importantes.

Cada um dos grupos liderados pela Traffic foi multado em meio milhão de dólares. Ambos já haviam concordado em encerrar suas operações como parte de um acordo para reconhecer a culpa nos casos de corrupção.

José Hawilla, mais conhecido como J. Hawilla, que morreu em maio do ano passado, era dono da Traffic e teve participação direta na eclosão do escândalo de corrupção da Fifa que provocou a prisão de vários dirigentes, incluindo o então presidente da CBF, José Maria Marin, em 2015. Na época, o empresário fez um acordo com a Justiça norte-americana para delatar irregularidades em contratos comerciais de várias competições.

Na sua delação, Hawilla detalhou o esquema que envolvia dirigentes da Conmebol e da CBF, como Ricardo Teixeira e Marco Polo del Nero, ex-presidentes da confederação nacional, e os acordos por torneios como a Copa América, Libertadores e Copa do Brasil. Em troca, o empresário não foi para uma cadeia, ficando detido em prisão domiciliar, além de ter pago uma elevada multa para a Justiça norte-americana.

Hawilla também foi fundamental para o afastamento de Jeffrey Webb do futebol. Ele descreveu como sua empresa e outras duas uniram forças em um episódio para pagar US$ 10 milhões ao então vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf, em troca dos direitos da Copa América de 2016. Como resultado, Webb foi declarado culpado de associação ilícita e espera sua sentença.

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