Tragédia foi a 3ª do ano em estádios

A tragédia que resultou na morte de 102 torcedores (número que pode chegar a 120) hoje em Gana já é o terceiro grande acidente do ano envolvendo problemas de segurança e superlotação em estádios de futebol. Antes do problema de hoje, o mais sério havia ocorrido na África do Sul, em abril, quando 43 pessoas morreram e outras 150 ficaram feridas no Estádio de Ellis Park. O caso comprometeu as chances de a África do Sul ser sede de uma Copa do Mundo. O segundo caso ocorreu domingo, no Irã, quando a cobertura de um estádio na cidade de Sari desabou. Inicialmente, a agência local, Irna, havia informado a morte de 20 pessoas, o que, felizmente não se confirmou. Na segunda-feira, a informação oficial foi de que morreram dois torcedores. O total de feridos foi de 249. O esporte registra muitas tragédias na história. No Rio, no ano passado, por exemplo, 140 pessoas ficaram feridas na queda de um alambrado, resultado da superlotação do Estádio São Januário, local da final da Copa João Havelange, entre Vasco e São Caetano. No mundo, o maior número de mortes ocorreu em 20 de outubro de 1982, em Moscou, com 340 mortos, num jogo da Copa da UEFA, entre Spartak e Haarlem. Em 1964, no Estádio Nacional de Lima, no Peru, cerca de 300 torcedores perderam a vida e 500 ficaram feridos na partida entre Peru e Argentina. O ano mais trágico foi o de 1985, com três catástrofes. A primeira, em maio, na Inglaterra, resultou na morte de 53 pessoas, queimadas, e outras 200 feridas num incêndio na arquibancada no estádio do Bradford. A segunda, no mesmo mês, teve como saldo 8 mortos e 50 feridos por causa da superlotação do Estádio Olímpico no México. Em junho, outras 39 pessoas morreram em uma briga de torcidas no Estádio de Heysel, na Bélgica, no jogo entre Juventus e Liverpool, na final da Copa dos Campeões. No ano seguinte, mais mortes: 91 vítimas fatais no Estádio Mateo Flores, no encontro entre Guatemala e Costa Rica, na Guatemala.

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