Trajetória de Cruyff no Barcelona vira tema de documentário

Trajetória de Cruyff no Barcelona vira tema de documentário

Holandês foi jogador e treinador do clube espanhol e influenciou sociedade catalã

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2014 | 07h00

Em plena ditadura do general espanhol Francisco Franco, desembarcou em Barcelona em agosto de 1973 um sujeito rebelde, cabeludo, revolucionário e entusiasta da democracia. A contratação do holandês Johan Cruyff foi um divisor de águas na história do clube catalão e seus desdobramentos estão relatados no documentário A última partida. 40 anos de Johan Cruyff na Catalunha, lançado segunda-feira na Espanha.

Para mostrar como Cruyff influenciou o Barcelona como jogador e treinador nas últimas quatro décadas, foram ouvidos Pep Guardiola, Vicente del Bosque e Xavi. As mudanças na sociedade catalã a partir do futebol são relatadas em depoimentos de figuras como o tenor José Carreras e o chef Ferran Adrià.

“Queríamos contar ao mundo o que significaram os 40 anos do Cruyff na Catalunha. Necessitávamos de gente mundialmente reconhecida, de áreas profissionais diversas, e que a figura Cruyff tivesse significado algo importante em suas vidas”, conta ao Estado o diretor Jordi Marcos.

Cruyff jogou no Barça de 1973 a 1978 e conquistou um Campeonato Espanhol e uma Copa do Rei. Depois, de 1988 a 1996, foi treinador da equipe e fez história com o tetracampeonato espanhol, de 1991 a 94, e a Copa dos Campeões em 1992. Cruyff fincou raízes em Barcelona e, de 2009 a 2013, foi também treinador da seleção catalã. “Ele não apenas jogou e treinou o Barça, mas sempre se sentiu catalão”, descreve Del Bosque.

Além de entrevistas, o documentário contém cenas do cotidiano de Cruyff, como uma descontraída partida de golfe entre amigos. “Cruyff colaborou com total cumplicidade durante as gravações. Ele se deixou levar com os olhos fechados nesta fascinante aventura”, diz Marcos.

Os pontos altos do documentário são o encontro com Guardiola e a entrevista do treinador do Bayern de Munique na qual ele revela a admiração por Cruyff desde os tempos em que era jogador. “Líder é aquela a pessoa que diz uma coisa e os outros seguem. Cruyff é assim”, diz Guardiola.

O documentário não tem data para ser lançado no Brasil. Mas o mercado brasileiro está na lista de prioridades da Bonita Films, produtora do filme. “Estrear no Brasil será fantástico, principalmente por causa da tradição futebolística dos brasileiros”, diz Marcos.

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