Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

Trauma de pênaltis não incomoda Ronaldinho Gaúcho

Craque do Flamengo e outros jogadores da seleção garantem que estão prontos para cobranças

Sílvio Barsetti - Enviado especial,

27 de setembro de 2011 | 08h41

BELÉM - Se houver um novo empate nesta quarta-feira, contra a Argentina, em Belém, pelo Superclássico das Américas, a decisão da Taça Nicolas Leoz vai ser definida em cobranças de pênaltis. Recostado numa poltrona da primeira fila do avião, que o levou do Rio para Belém, nesta segunda pela manhã, Ronaldinho Gaúcho se disse pronto para bater. "Seleção brasileira não pode ter medo de pênalti", declarou, pouco antes de abaixar o gorro e iniciar três horas e meia de sono. "Se for preciso, estarei lá para as cobranças."

A mais recente disputa do gênero pela seleção resultou num dos grandes vexames do futebol brasileiro - a equipe foi eliminada nas quartas de final da Copa América, em julho, na Argentina, depois de errar quatro pênaltis em jogo com o Paraguai.

Ronaldinho não estava naquele grupo. Dos que desperdiçaram as cobranças, Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred, somente o atacante do Fluminense faz parte da equipe que treina em Belém. O goleiro Jefferson, do Botafogo, negou que o fracasso tenha deixado um trauma na seleção. "Aquela foi uma situação atípica. Agora, tudo é diferente, incluindo as condições do gramado", disse Jefferson, outro passageiro do voo JJ 3420.

Ele se sentou próximo dos outros jogadores do Botafogo, Elkeson e Cortês. O avião estava lotado. Com 173 dos 174 assentos ocupados. O único lugar vazio era o da poltrona ao lado de Ronaldinho. A reserva foi providenciada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

No final da tarde, antes do treino, outros jogadores falaram sobre a possibilidade de uma nova "decisão" por pênaltis. Borges, artilheiro do Campeonato Brasileiro pelo Santos, disse também que não há motivo nenhum de preocupação se o Brasil tiver de passar pela Argentina em cobranças de pênaltis. "Não tem isso, de que ficou marcado. Aconteceu, não tem essa de trauma. Já ficou para trás", declarou.

Lucas, meia do São Paulo, também minimizou a hipótese de a seleção sentir peso maior se a decisão com os argentinos for para os pênaltis. "Se eu for escolhido para uma cobrança, você acha que vou correr para a bola pensando que perdemos na Copa América? Nada disso."

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