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Treinador campeão com Ronaldo na Inter de Milão, Gigi Simoni morre aos 81 anos

Ex-técnico teve passagens por diversos clubes na Itália e motivo da morte não foi divulgada

Redação, Estadão Conteúdo

22 de maio de 2020 | 12h24

Um dos treinadores de maior história no futebol italiano, Gigi Simoni, aos 81 anos, faleceu nesta sexta-feira em um hospital na cidade de Pisa, na região da Toscana. A causa da morte não foi revelada pela família, mas o também ex-jogador estava com problemas de saúde provocados por um ataque cardíaco sofrido em junho do ano passado. Ele deixou sua marca em clubes como Lazio, Napoli e, principalmente, Inter de Milão.

Pelo clube milanês, Gigi Simoni conquistou o título da Copa da Uefa (hoje Liga Europa) da temporada 1997/1998 com o time que tinha como uma das referências o centroavante brasileiro Ronaldo Fenômeno, que fez o terceiro gol na vitória por 3 a 0 contra a Lazio, no estádio Parque dos Príncipes, em Paris. Esta foi sua maior conquista na carreira e sua morte, inclusive, ocorre no dia em que a equipe celebra os 10 anos da "Tríplice Coroa" - Campeonato Italiano, Copa da Itália e Liga dos Campeões da Europa.

Nascido em 1939, na cidade de Crevalcore, Luigi Simoni foi meio-campista e atuou por clubes como Napoli, Torino e Juventus. No Genoa, onde encerrou a sua carreira como atleta profissional, começou a sua trajetória como treinador de futebol.

Nas redes sociais, diversos clubes homenagearam o ex-técnico. "Gigi Simoni nos deixou hoje, 22 de maio. Uma data não aleatória, a data mais interista de todas. Tchau Gigi, vamos sentir sua falta", informou a Inter de Milão em um comunicado oficia, que prossegui: "O mundo do futebol perde um bravo treinador e uma pessoa maravilhosa. Nós o lembramos assim, com seus cabelos brancos, na nossa área técnica, enquanto com um sorriso se alegrava com as mágicas de Ronaldo, circundado por orgulho e pelo afeto dos torcedores da Inter".

Até mesmo o rival Milan prestou homenagem. "Estamos profundamente tristes com a notícia da morte de Gigi Simoni. Nossas condolências mais profundas vão para seus entes queridos", escreveu o clube rubro-negro de Milão em suas redes sociais. Seu último envolvimento profissional com o futebol foi como presidente da Cremonese, entre os anos de 2014 e 2016.

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