Gerardo Martino pede demissão e não é mais técnico da Argentina

Comitê Olímpico local o acusava de passividade

Rodrigo Cavalheiro, CORRESPONDENTE em BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2016 | 14h33

O técnico da seleção argentina, Tata Martino, deixou o comando do time nesta terça-feira, 5. Depois da derrota para o Chile na final da Copa América Centenário e do anúncio de Lionel Messi de que não jogaria mais pelo time nacional, Tata enfrentava a situação constrangedora de não conseguir reunir 22 jogadores para completar um time para chegar à Olimpíada do Rio. Ele havia adiado por uma semana o começo dos treinamentos, mas o prazo não foi suficiente para montar uma equipe para representar o país. Dirigentes do Comitê Olímpico Argentino o acusaram de passividade ao deixar a situação chegar a este ponto.

A Associação de Futebol Argentino (AFA) enfrenta uma crise sem precedente, com a presidência indefinida e interventores do Executivo, do Judiciário e da Fifa, cujo ranking aponta a Argentina como primeira colocada. Tata Martino, que tinha boa relação com Messi, assumiu o cargo após o Mundial do Brasil.

Após carreira como jogador, muito identificado com o Newell's Old Boys, onde jogou em três passagens diferentes (1980-90, 1991-94 e 1995), Gerardo Martino iniciou sua trajetória como técnico em 1998. Depois de dois trabalhos vitoriosos no Libertad (2002-03 e 2005-06) e outro no Cerro Porteño (2003-04), comandou a seleção paraguaia por cinco anos (2006-11), levando o país até as quartas de final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, e ao vice-campeonato da Copa América de 2011, na Argentina. 

De volta ao Newell's, foi campeão argentino e chegou à semifinal da Copa Libertadores em 2013, sendo eliminado pelo Atlético-MG. Um mês depois de deixar o time argentino, foi contratado pelo Barcelona, onde não conseguiu repetir o mesmo sucesso da América do Sul. No Camp Nou por apenas uma temporada, conquistou apenas a Supercopa da Espanha de 2013. À frente da seleção argentina, chegou às finais das duas últimas Copas América, 2015 e 2016, perdendo ambas para o Chile na disputa por pênaltis. 

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