Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Treinadores de peso no mercado atraem clubes brasileiros para 2016

São Paulo, Atlético-MG e Flamengo procuram novo comandante

ALMIR LEITE, O Estado de S. Paulo

28 Novembro 2015 | 09h33

(Atualizado às 11h08)

O ano em que apenas um treinador sobreviveu no comando do mesmo time durante todo o Campeonato Brasileiro está chegando ao fim com vários técnicos considerados do "primeiro time" à disposição. Seja por estarem voltando ao País, retomando a carreira após período de afastamento voluntário ou porque tiveram o trabalho interrompido abruptamente, o fato é que vários estão no mercado.

Paulo Autuori, por exemplo, está na praça após rescindir seu contrato com o Cerezo Osaka japonês. Cuca, em férias no País, poderá não retornar para a China, onde tem mais um ano de contrato com o Shandong Luneng. Muricy Ramalho pretende voltar a trabalhar em 2016, após cuidar da saúde e fazer um estágio no Barcelona. Levir Culpi espera convite, depois de encerrado o seu vínculo com o Atlético Mineiro. E Oswaldo de Oliveira acertou neste sábado sua saída do Flamengo

A presença na fila do emprego de treinadores conceituados, claro, coloca em risco o trabalho de alguns que se encontram empregados atualmente. É o caso, por exemplo, de Argel Fucks no Internacional. Mas há aqueles que parecem garantidos, como Dorival Júnior no Santos, Eduardo Baptista no Fluminense, Roger Machado no Grêmio e, assegura o presidente Paulo Nobre, Marcelo Oliveira no Palmeiras.

Além, é claro, de Tite, campeão brasileiro pelo Corinthians e disparado o mais garantido de todos os treinadores do futebol brasileiro.

Mas há também quem esteja empregado e pode sair. Mano Menezes se encaixaria nessa categoria, pois o futebol chinês teria interesse em tirá-lo do Cruzeiro. "Não tem nada disso", jurou o treinador. Como o Shandong dá sinais de que não quer continuar com Cuca, o interesse em Mano pode se tornar concreto. Cuca tem mais um ano de contrato na China e a nova diretoria do clube estaria disposta a dispensá-lo.

LEQUE DE OPÇÕES

Cuca, aliás, é cotado no São Paulo. Seria nome forte no momento. O outro é o uruguaio Diego Aguirre. Mas a diretoria do clube paulista anda atirando para vários lados e Levir Culpi entrou na mira. Paulo Autuori, campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes da Fifa em 2005, também é nome comentado, embora a fracassada passagem de 2013 - saiu deixando o clube na zona do rebaixamento do Brasileirão - leve vários dirigentes a querê-lo bem longe do Morumbi.

Muricy Ramalho não faria parte da lista por não ter bom relacionamento com o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva. Mas o treinador interessa a Atlético Mineiro e Flamengo. "Muricy é um grande nome. É um dos poucos treinadores, hoje, no Brasil, que tem o nível que o Atlético exige", disse claramente o presidente do time de Belo Horizonte, Daniel Nepomuceno.

Quanto ao Flamengo, a possibilidade de levar Muricy Ramalho de novo para o Rio - comandou o Fluminense campeão brasileiro em 2010 -, passa pela eleição de 7 de dezembro. Se Eduardo Bandeira de Melo for reeleito, as chances aumentam consideravelmente.

O Internacional seria uma outra opção para Muricy Ramalho, mas o clube gaúcho também olha com carinho para Levir Culpi. No entanto, uma classificação para a Copa Libertadores pode salvar a pele de Argel Fucks.

ESTRANGEIROS

A onda de contratação de treinadores estrangeiros não perdeu força em consequência das atribuladas passagens recentes de Diego Aguirre pelo Internacional e do colombiano Juan Carlos Osorio pelo São Paulo. Ao contrário, alguns "gringos" continuam em alta com os dirigentes brasileiros.

É o caso de Aguirre. O São Paulo pensa seriamente na possibilidade de contratá-lo. E o uruguaio também está doido para trabalhar no Morumbi. Tanto que o Al-Garafa, do Catar, chegou a anunciar a sua contratação, mas nem o treinador nem seu procurador, Juan Figer, confirmaram. É que Aguirre mantém contato e esperança de ser contratado pelo São Paulo.

O argentino Edgardo Bauza é outro que aparece em várias listas. Seu contrato com o San Lorenzo, clube que levou à conquista da Libertadores de 2014, termina agora em dezembro e ele não vai renovar. Por isso, seu empresário diz estar conversando com vários clubes brasileiros, como São Paulo e Atlético Mineiro. Mas, de concreto, de acordo com o próprio Bauza, apenas conversas com o Flamengo. E o argentino não nega que gostaria de dirigir o clube rubro-negro. Mas a Universidad de Chile também é opção para Edgardo Bauza, se nada no Brasil der certo.

Alejandro Sabella teria sido sondado pelo Atlético Mineiro. O presidente Daniel Nepomuceno nega. No entanto, se diz amigo do argentino e não descarta contratar um estrangeiro para o cargo que foi até recentemente de Levir Culpi.

Outro nome que voltou a ser falado é o de Jorge Sampaoli. Comenta-se que ele pode deixar a seleção chilena, pois está enfraquecido com a renúncia do ex-presidente Sergio Juade, e enxergaria no Brasil um mercado interessante.

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