Treinamento de policiais do Rio foi feito às vésperas da Copa

O deputado Protógenes Queiroz verificou que os policiais não tiveram o devido preparo para usar os novos equipamentos

Jamil Chade e Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2014 | 21h27

Um informe feito pela Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados uma semana antes da Copa do Mundo e enviado ao Rio de Janeiro detectou sérias falhas na preparação da cidade para o evento e previu até mesmo que invasões poderiam ocorrer no Maracanã.

O maior problema ocorreu diante dos atrasos no treinamento dos policiais para lidar com os equipamentos modernos comprados pela Secretaria de Segurança do Estado do Rio para o Centro de Operações que foi montado na capital fluminense.

A informação é do deputado Protógenes Queiroz, que fez a vistoria e constatou que os policiais apenas começaram a aprender a usar os equipamentos adquiridos no sofisticado Centro de Controle no Rio. Queiroz chegou a trabalhar para a Fifa no passado e, nos últimos meses, elaborou um informe à pedido do secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, sobre a situação de segurança.   

O deputado conta que ficou "assustado" quando viu que os policiais estavam apenas começando a aprender a lidar com as câmeras e toda aparelhagem às vésperas do Mundial. "Eu deixei claro que invasões e furtos iriam acontecer", disse. "Não adianta ter o equipamento se não houver treinamento", alertou. Para ele, o risco de que as invasões ocorram é alta. "A solução é treinar agora de forma intensa todos", indicou. 

A invasão do Maracanã no jogo entre Espanha e Chile teve repercussão mundial e deixou a Fifa alarmada. O próximo jogo no estádio será entre Bélgica e Rússia, considerado mais tranquilo. Mas uma possível oitavas de final seria entre Colômbia x Uruguai, uma partida de alto risco. O estádio também é o palco da grande final, com a presença de chefes de Estado.

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