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Treinamento tenta padronizar os critérios de mão na bola

Comissão de Arbitragem da CBF faz trabalho com árbitros e auxiliares da Fifa e busca a uniformização de aplicação do polêmico lance

Almir Leite, O Estado de S. Paulo

16 Fevereiro 2017 | 07h00

Os lances de mão na bola, principalmente quando ocorrem dentro da área, são um dos maiores motivos de polêmica no futebol. Polêmica que aumentou nas últimas temporadas, depois que a International Board tornou mais rígidos os critérios de punição desde tipo de lance, considerando sobretudo a amplitude do braço como determinante se o jogador cometeu ou não a falta. Para tentar diminuir a confusão, a Comissão de Arbitragem da CBF está dando atenção especial à padronização dos critérios.

A abordagem desse item foi um dos temas do Programa para Treinamento de Árbitros de Elite que termina nesta quinta-feira, no Rio. O evento contou com a participação apenas de árbitros e assistentes pertencentes ao quadro da Fifa - masculino e feminino - e o "confronto'' bola na mão x mão na bola mereceu um capítulo à parte. Foram exibidos vários vídeos de lances, houve discussão e passadas orientações, visando à padronização.

Árbitros e assistentes também receberam um folheto explicativo, com explicação de lances em que existe a infração e outros que não há falta (veja ilustração abaixo). O material tem como base o trabalho da Comissão de Arbitragem da Federação Portuguesa.

O tenente-coronel Marcos Marinho, diretor da Comissão de Arbitragem da CBF, disse que a uniformização dos critérios, e sua aplicação, é uma das metas a ser perseguidas este ano não só nos campeonatos e torneios organizados pela entidade como nas competições estaduais.

"Reforçamos (no treinamento) os critérios. Abordamos as dúvidas com vídeos dos principais pontos", disse Marinho ao Estado. Ele explicou que é preciso atenção especial nos casos em que o jogador aumenta deliberadamente o volume (amplitude) do corpo, o nível de agressividade que vai para a jogada e a intenção de interceptar a jogada com a mão.

O dirigente dá um exemplo: "Carrinho com o braço aberto é pênalti (se houver contato com a bola), porque o jogador aumentou o volume do corpo''.

Em contrapartida, quando o chute é dado muito próximo do corpo do jogador que defende (até 2 metros) não existe falta, porque não há tempo de reação do defensor para evitar que a bola toque em seu braço. E também para ele fazer um movimento deliberado do braço em direção à bola, o que caracterizaria uma infração. "Existem lances muitos rápidos, mas vários aspectos devem ser considerados. A distância (entre o chute e o corpo do adversário), a posição natural dos braços, a direção da bola...'', explica Marinho.

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