Três clubes se unem contra Oeste

Guarani, União São João e Mogi Mirim estão unidos contra o Oeste de Itápolis, virtual rebaixado para a Série A2 do Campeonato Paulista do próximo ano depois de perder 12 pontos na Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol. Temendo uma forte ação política a favor do Oeste, este três clubes praticamente definiram a contratação do advogado João Zanforlim para acompanhar o processo na condição de "terceiro interessado". A medida é lógica, uma vez que o rebaixamento do Oeste elimina o risco dos outros concorrentes dentro do Grupo 2, que é composto por 11 clubes. O advogado, reticente, confirmou que "tudo está caminhando mesmo nesse sentido". Ele já foi contactado e deve definir nos próximos dias a linha de ação no caso. "De forma geral, vamos apenas acompanhar o processo para que a lei seja cumprida à risca", completou. O diretor de futebol do Mogi Mirim, Marquinhos Barros, também confirmou a idéia dos clubes "apenas para defender nossos direitos na competição". Dirigentes de Guarani e União foram mais reticentes e não confirmaram a disposição jurídica. A principal preocupação é com a inversão da decisão, em primeira instância, decidida por dois votos a um, por ingerência política. O Oeste é apadrinhado pelo deputado estadual Geraldo Vinholi (PDT) que, coincidentemente, esteve na sede da Federação na última terça-feira como comprova foto exibida no site oficial da entidade. Há ainda o interesse político local, uma vez que o clube tem o respaldo do prefeito Juca Massari (PMDB). "Não pode haver interferência política numa decisão esportiva", alerta Zanforlim. Punição e recurso - O Oeste foi punido com a perda de 12 pontos por usar jogadores inscritos irregularmente em dois jogos. O meia Daniel atuou na derrota para o Santos (1 a 0) e também na derrota para o Santo André (3 a 1). Marcelo Santos e Adão atuaram somente contra o Santo André. Desta forma, o time perdeu seis pontos por jogo, ou seja, o dobro do número de pontos em disputa, como prevê o artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que entrou em vigor no começo do ano. A diretoria do Oeste continua se mobilizando para o segundo julgamento, desta vez no Tribunal de Justiça Desportiva. O presidente Mauro Guerra garante que já reuniu "provas suficientes para provar nossa inocência".

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