Trezeguet reclama de ficar na reserva da França

David Trezeguet usou a força e a habilidade dos jogadores da seleção brasileira para criticar o próprio treinador, Raymond Domenech. Insatisfeito com o esquema de jogo adotado pela França e diante da possibilidade de ficar na reserva contra a Suíça, na estréia da Copa do Mundo, em Stuttgart, nesta quarta-feira, o atacante citou a seleção de Carlos Alberto Parreira para alfinetar Domenech."O Brasil tem vários atacantes excelentes, como Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Robinho e Adriano. Vários deles atuam juntos e eles continuam com uma equipe organizada. Por que não podemos tentar fazer o mesmo?", questionou o atacante da Juventus, da Itália. "O exemplo do Brasil é esse: não se questiona a escalação de apenas um homem de frente, o importante é atacar", comentou. "Penso que temos jogadores de muita qualidade em nosso elenco, que poderiam atuar na mesma equipe, mas pelas escolhas do nosso treinador, é impossível que isso ocorra." Depois do corte de Djibril Cissé, que formaria o ataque com Thierry Henry, Domenech parece cada vez mais inclinado a escalar apenas um avante contra os suíços e montar uma equipe com cinco jogadores no meio-campo para não ser surpreendido. Para Trezeguet, os "Bleus" têm potencial para serem muito mais ousados."Podemos ter um time bem postado, mesmo com Zidane, Henry, Govou e Ribéry em campo", observou. "De minha parte, posso me adaptar a qualquer esquema tático, mas sabemos que essas decisões são tomadas por Domenech e temos de respeitá-las". acrescentou.A respeito de sua condição física, fator que pode deixá-lo fora do time - estaria num nível atlético abaixo dos companheiros -, o jogador afirmou que está pronto para atuar, se for escolhido pelo técnico. "Pelo que mostrei no meu clube, nesta temporada, penso que posso ajudar a seleção francesa", disse o vice-artilheiro do Campeonato Italiano, com 23 gols - Toni, da Fiorentina, marcou 31. "Mas vou respeitar a escolha de Domenech, ele sabe o que é melhor para a equipe." MistérioRaymond Domenech aproveitou o treino secreto de domingo, em Hameln, para acertar os últimos detalhes antes da estréia na Copa. O maior mistério é sobre a formação do ataque. A torcida francesa é unânime pela escalação da revelação Franck Ribéry, mas há quem defenda a entrada de Sidney Govou, chamado às pressas para o lugar de Cissé. Precavido, o treinador avisou que não mudará seu estilo: só divulgará a escalação horas antes do confronto. O meia Florent Malouda, que ficou dois dias sem treinar esta semana em razão de problemas físicos - não divulgados pela comissão técnica francesa -, é a outra dúvida do técnico.

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