Tribunal avaliará nesta quarta a legalidade da greve no futebol espanhol

Um tribunal vai decidir na próxima quarta-feira se a greve no futebol espanhol, programada para ocorrer nas duas últimas rodadas da temporada, é legal. O Tribunal Nacional da Espanha explicou nesta segunda-feira que convocou a Liga Espanhola e o sindicato dos atletas para "ouvir os argumentos" nesta quarta antes de se pronunciar sobre a o pedido da liga de que a greve seja suspensa temporariamente.

Estadão Conteúdo

11 de maio de 2015 | 12h44

O sindicato tem o apoio da Federação Espanhola de Futebol para começar uma greve por tempo "indeterminado" no próximo sábado, em protesto contra uma lei do governo que propõe a regulação das receitas pelas transmissões de TV. Se a lei for aprovada, a venda dos direitos televisivos seria centralizada e, supostamente, as equipes da primeira divisão ficariam com a maior parte da receita.

A greve afetaria as duas últimas rodadas do Campeonato Espanhol e a decisão da Copa do Rei, em 30 de maio, entre Barcelona e Athletic Bilbao - o time catalão também está próximo levar o título do Nacional, precisando de apenas uma vitória em dois jogos.

Representantes dos 42 times que compõem a primeira e a segunda divisões realizaram uma reunião de emergência neta segunda-feira e defenderam a continuidade do torneio.

A liga divulgou um comunicado repetindo a sua posição de que a greve a convocada pelo sindicato dos jogadores na semana passada, um dia depois de a federação ter anunciado que estava suspendendo todos os jogos do campeonato e da Copa do Rei a partir de 16 de maio, "foi claramente uma estratégia da federação e é ilegal".

Atualmente, cada equipe negocia individualmente a sua cota de TV. O governo e liga argumentam que a nova lei levaria a uma divisão mais equitativa das receitas, assim

ajudando outros clubes, além dos poderosos Real Madrid e Barcelona, a receberem mais dinheiro.

O sindicato dos jogadores afirma que apoia o espírito geral da lei, mas decidiu pela greve porque quer mais dinheiro para as divisões inferiores. A proposta de lei iria destinar 90% das receitas para a primeira divisão do futebol espanhol.

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