Tribunal italiano analisa passaportes

O tribunal da Liga de Clubes Profissionais da Itália começa a julgar, a partir de 2 de abril, casos de fraudes em passaportes de jogadores que atuam no país. Clubes, dirigentes e atletas serão ouvidos, para explicar a origem de documentação européia falsa. Os culpados serão condenados, a penas que podem variar de suspensão, perda de direito de jogar em equipes italianas ou, dependendo da gravidade, até afastamento do esporte. Os responsáveis pelo tribunal justificaram a medida em função das "violações detectadas pela Comissão de Disciplina" da Federação Italiana de Futebol em clubes, diretores e atletas. O comunicado oficial da entidade anuncia que os clubes sob suspeita de terem burlado as normas são Milan, Internazionale, Udinese, Vicenza e Sampdoria - este último, de Gênova, na Série B. Dentre os jogadores que serão chamados pelo tribunal - e podem ser punidos -, vários são brasileiros: o goleiro Dida (Milan), Warley, Jorginho e Alberto (Udinese), Tiago Henrique (Inter), Dedé e Jeda (Vicenza). Também estão envolvidos o paraguaio Da Silva (Udinese), o uruguaio Recoba (Inter). Alguns dirigentes que terão de se explicar são Rinaldo Ghelfi, Gabriele Oriali e Franco Baldini (Inter), além de Pierpaolo Marino e Sigfrido Marcatti (Udinese). Enquanto isso, a Promotoria Pública de Údine e Roma continua a investigar passaportes de muitos estrangeiros que atuam na Itália. Há suspeita de que vários conseguiram documentos que os transformam em "comunitários" - ou seja, que pertençam a países da União Européia - de forma irregular.

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