Tribunal julga Atlético-PR nesta quarta

O Atlético-PR corre o risco de perder amanhã seis pontos na Série A do Campeonato Brasileiro, por ter escalado o goleiro Diego supostamente de forma irregular em partida contra o Coritiba, em 2 de maio. A queixa apresentada pelo Coritiba foi acolhida pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e será julgada amanhã à noite, no Rio. O Atlético está incurso no Artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê perda de seis pontos ao clube que tenha escalado atleta sem condição legal. O julgamento está a cargo da 3ª Comissão Disciplinar do STJD. O Atlético-PR contratou o advogado Daniel Cravo, que costuma defender o Internacional-RS e esteve hoje no tribunal. Ele afirmou ter vários documentos que comprovariam a inocência do clube. De acordo com o Coritiba, o nome de Diego não constava do Boletim Informativo Diário (BID), documento expedido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para dar condição de jogo aos atletas em competições nacionais. O Atlético reconhece que o nome de Diego não estava listado no BID, mas sustenta que houve erro de digitação na CBF. "O Diego tem contrato regular com o Atlético desde 2003, com vigência até 2006. Então, deveria estar automaticamente no BID", disse Daniel Cravo. Para ele, existe diferença entre o caso de Diego e o de Ataliba, atleta do Coritiba que atuou na estréia do clube no Brasileiro sem também ter o nome no BID, o que resultou na perda de seis pontos para o rival do Atlético. "O contrato do Ataliba havia sido prorrogado, após um empréstimo do atleta para o Sport, e isso não foi comunicado à CBF", disse Cravo. "Com relação ao Diego, estava tudo certo lá na CBF." De acordo com uma fonte do STJD, o Atlético teria obtido da CBF um BID retroativo, que corrigiria a suposta falha da não-inclusão do nome de Diego no boletim. Cravo levará ao plenário amanhã um documento assinado pelo diretor do Departamento de Registro e Transferência da CBF, Luiz Gustavo Vieira, que pode ser determinante no julgamento. Ele não quis dar detalhes sobre os termos do documento.

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