Trinidad e Tobago continua empolgada após empate

Após o empate por 0 a 0 com a Suécia, torcedores saíram às ruas de Port Spain, capital de Trinidad e Tobago, para comemorar o resultado como se fosse o título da Copa do Mundo. O resultado foi como uma vitória para o menor País a disputar uma Copa na história, com uma área total de apenas 5.130 km quadrados e uma população que não passa de 1,3 milhão - menos que uma cidade como Curitiba. ?Este é o maior dia da minha carreira futebolística e também da de meus companheiros. É também o maior dia na história do futebol de nosso país?, disse o zagueiro Cid Gray. ?Ninguém esperava que a gente fosse conseguir um bom resultado nesse jogo, mas sempre acreditamos nisso. Agora, quem sabe o que pode acontecer??, emendou o também zagueiro Brent Sancho. A estrutura do futebol de Trinidad & Tobago é completamente amadora. São apenas oito clubes disputando a Liga local. Os principais jogadores logo partem para a Europa, mas não para times de ponta, e sim para clubes das divisões inferiores da Inglaterra e da Escócia - como Sancho, que joga no Gillingham. O técnico é holandês: Leo Beenhakker, que já dirigiu clubes como o Ajax e o Real Madrid nos anos 80, além de comandar a Holanda na Copa de 90, na Itália. Beenhakker é idolatrado em Trinidad. E gosta de usar e abusar das frases de efeito. Após o empate com a Suécia, disse: ?O que se pôde ver no jogo é que não existem mais peixes miúdos no futebol internacional. Meus meninos colocaram os grandes em seu lugar?. Beenhakker também filosofa: ?Isso é futebol, não é matemática e dois mais dois raramente são quatro, geralmente são três ou cinco?. A meta agora é surpreender a Inglaterra, quinta-feira, em Nuremberg. ?Temos que manter os pés no chão e tentarmos fazer com que a Inglaterra experimente um pouco da ginga de Trinidad e Tobago em nossa próxima partida?, disse o zagueiro Cid Gray.

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