Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

Tropeço em casa faz o mau humor de Muricy voltar com tudo

Treinador do Palmeiras se irrita com perguntas feitas após empate na quinta diante do Avaí no Palestra Itália

Bruno Deiro - O Estado de S. Paulo,

09 de outubro de 2009 | 21h28

Muricy Ramalho tem confirmado suas qualidades como técnico vencedor desde que chegou ao Palmeiras. Há 14 rodadas, mantém a liderança do Campeonato Brasileiro com a experiência de quem ganhou as três últimas edições pelo rival São Paulo. Na quinta-feira, porém, após empatar em casa com o Avaí por 2 a 2, foi a vez de o treinador repetir um defeito que também marcou sua passagem pelo time do Morumbi: o mau humor.

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Após o tropeço no Palestra Itália, Muricy perdeu a classe na coletiva de imprensa. O técnico, que vinha mantendo uma postura cordial e amistosa com os repórteres, se irritou com as perguntas sobre o resultado. Contrariado, recusou-se a falar sobre as improvisações na equipe, bastante desfalcada. "Você me conhece há muito tempo e sabe que não vou discutir defesa, meio, ataque. Isso aqui é um time", respondeu a uma das perguntas.

Sem paciência, não perdoou o repórter que o indagou sobre a valorização do ponto conquistado nos minutos finais. "É sempre a mesma coisa. Respondi a isso agora. Já disse que ganhamos um ponto. Você chegou agora? Isso é demais", rebateu, bastante aborrecido.

Em outro momento, saiu-se com uma comparação no mínimo deselegante ao não querer comentar a divergência nas declarações de seus atletas, que se dividiram entre os que lamentaram o tropeço e os que comemoraram o sofrido empate. "Nós não estamos em Cuba, nem na Armênia. Estamos no Brasil, onde cada um tem sua opinião. Isso é uma democracia. Todos eles tiveram um pouco de razão", afirmou.

Foram as primeiras "patadas" públicas de Muricy desde que assumiu o Palmeiras, no fim de julho. Quando chegou, o treinador mostrou a intenção de enterrar a imagem de ranzinza, mas o temperamento forte falou mais alto. Os jogadores, no entanto, garantem que o mau humor do técnico não se estendeu ao vestiário "Ele ficou chateado com o resultado, como todos nós, mas não houve bronca", afirmou Willians.

ALEGRIA

Se Muricy estava bravo, o mesmo não aconteceu com Robert. O atacante comemorou o gol de empate dando socos no ar. Foi uma homenagem ao amigo Acelino "Popó" Freitas, ex-boxeador que viveu um drama no mês passado ao ser acusado de participação num homicídio em Salvador. "Popó me ligou antes do jogo e pediu para fazer um gol pra ele. Era para marcar e sair dando murros no ar. Foi o que eu fiz", disse Robert. "Foi uma homenagem a um amigo que passou um momento difícil".

Robert disse que é vizinho de Popó em Salvador há sete anos. "Logo que fui jogar na Europa, comprei uma casa no bairro onde ele mora, a Vila do Atlântico. Toda terça-feira ele organiza uma pelada e, quando eu estou de férias, sou titular absoluto do time dele".

E Robert demonstrou solidariedade a outro baiano: Obina, que vem sendo bancado por Muricy como titular apesar do jejum de gols. "Quero muito ser titular, mas sou amigo do Obina e tenho conversado com ele, explicado que essas coisas são comuns na vida de um atacante".

Com a suspensão de Obina e Vágner Love, Robert fará dupla de ataque com o paraguaio Ortigoza contra o Náutico, na próxima segunda, no Recife.

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