Paulo Whitaker/ Reuters/ 10-2-2016
Paulo Whitaker/ Reuters/ 10-2-2016

Tropeços deixam São Paulo mais perto da sua 3ª pré-Libertadores

Times brasileiros costumam se dar bem na etapa que antecede a fase de grupos do torneio; veja o retrospecto

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

28 de novembro de 2018 | 05h00

O empate sem gols diante do Sport representou a segunda chance consecutiva desperdiçada pelo São Paulo de tomar do Grêmio a quarta posição do Campeonato Brasileiro, posição que assegura uma vaga direta na fase de grupos da próxima Libertadores. Se terminar em quinto, mesmo, o time são-paulino precisará passar pela chamada pré-Libertadores, algo que aconteceu em outras duas ocasiões na história do clube, mas em formato diferente do atual.

O São Paulo jogou o confronto eliminatório do torneio continental em 2013 e 2016, edições em que os clubes brasileiros tinham de passar por apenas um "funil" para se garantir entre os 32 integrantes dos oito grupos da Libertadores. A partir de 2017, a Conmebol ampliou o tamanho do torneio, de 38 para 47 equipes, o que consequentemente inchou as "preliminares". Agora, são três fases prévias, sendo que os brasileiros entram a partir da segunda fase.

Neste ano, por exemplo, o Vasco teve de despachar a Universidad de Concepción, do Chile, e o Jorge Wilstermann, da Bolívia, para entrar no Grupo 5, ao lado de Cruzeiro, Racing-ARG e Universidad de Chile – um dos efeitos "colaterais" de disputar a pré-Libertadores é o risco elevado de acabar caindo em um dos grupos da morte do torneio. O Vasco não aguentou o tranco e ficou pelo caminho, terminando em terceiro na chave.

A "boa notícia" para os são-paulinos é que as fases prévias costumam reunir oponentes mais fáceis. Não à toa, dos 25 confrontos envolvendo times do País até hoje, apenas em duas ocasiões eles perderam. O Corinthians surpreendeu ao cair para o desconhecido Tolima-COL, em 2011, e a Chapecoense não foi páreo ao Nacional-URU, na atual edição.

A própria experiência são-paulina nessa etapa da Libertadores não teve grandes sustos. Em 2013, o time goleou o Bolívar-BOL por 4 a 0 em casa, e pôde se dar ao luxo até de perder o duelo de volta (4 a 3) para avançar. Em 2016, o adversário foi a Universidad César Vallejo. Apesar do confronto mais equilibrado, o clube tricolor se classificou para a fase de grupos após empatar em 1 a 1, no Peru, e ganhar por 1 a 0, em casa.

A má notícia é que, além de elevar os custos de deslocamento e logística, o clube terá de apertar seu calendário, já que a segunda fase da pré-Libertadores de 2019, onde entrarão os brasileiros, está marcada para os dias 5, 6 e 7 de fevereiro. O Campeonato Paulista já estará em andamento e o São Paulo ainda terá um compromisso em janeiro, nos Estados Unidos, já que aceitou o convite para disputar a Florida Cup.

Tudo isso poderá ser evitado, é claro, se a equipe de André Jardine ultrapassar o Grêmio no domingo que vem, encerramento do Brasileirão. Os clubes estão empatados em pontos (63 cada), mas os gaúchos levam a melhor no número de vitórias (17 a 16). Enquanto os são-paulinos visitam a Chapecoense, os gremistas recebem o Corinthians em sua arena. Ambas as partidas começam às 17h.

 

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