Puma/Divulgação
Puma/Divulgação

Túlio Maravilha encerra a carreira em jogo para 36 pagantes em Minas

Atacante não consegue marcar na última partida pelo Araxá como jogador profissional

O Estado de S. Paulo

09 de março de 2014 | 20h14

UBERABA - Chegou ao fim, na tarde deste domingo, uma verdadeira era no futebol: a era Túlio Maravilha. O folclórico atacante, que chegou aos 1000 gols em fevereiro, pendurou as chuteiras de uma forma um pouco melancólica no jogo sem gols entre o seu Araxá e o Montes Claros, pela última rodada da segunda divisão do Campeonato Mineiro e que contou com apenas 36 pagantes.

Conhecido pela irreverência e pelo faro de gols, Túlio fez história por onde passou, mas foi no Botafogo onde ele viveu os seus melhores dias, sendo o grande destaque da equipe campeã brasileira em 1995. Ele também defendeu a seleção brasileira em algumas oportunidades. E agora, aos 44 anos, depois de conquistar o seu objetivo de marcar os 1000 gols na carreira, chegou a hora do adeus.

"Além do milésimo gol, juntamente com Pelé e Romário, deixo muitas conquistas, um legado para essa garotada que está começando, mostrando como ser um profissional dentro e fora de campo, principalmente a ter disciplina, superação, determinação e sonhar. Esse exemplo que eu deixo para todo mundo, não só na área do esporte, mas para pessoas em todos os segmentos que querem ser alguém de sucesso na sua profissão", disse ele, em entrevista ao globoesporte.com.

O jogo não foi dos mais empolgantes, já que o Araxá, mandante do jogo, não tinha mais chances de classificação e ainda por cima teve a sua arena vetada e atuou na cidade de Uberaba. Enquanto isso, o Montes Claros já estava garantido na próxima fase e decidiu poupar os principais jogadores.

Apesar disso, Túlio estava lá, buscando o último gol da carreira. Sem muita mobilidade, ele pouco pegou na bola na primeira etapa, mas levou perigo em algumas oportunidades. Na volta para o segundo tempo, a melhor chance. Após cruzamento da direita, o atacante acabou passando da bola e não conseguiu finalizar. Pouco depois, aos 18, o árbitro apitou para a saída de Túlio, que vestia a camisa 1000. Eram os últimos passes do artilheiro em uma partida oficial.

Na sequência do jogo, o Araxá passou a ter mais velocidade e criou as melhores chances, principalmente com o camisa 16 Wesley, mas não conseguiu marcar e a partida terminou em 0 a 0.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.