Tumulto generalizado em São Januário

O excesso de público provocou um tumulto generalizado e confrontos entre torcedores e a Polícia Militar ao redor do estádio de São Januário, onde Vasco e Atlético-PR se enfretaram neste domingo pela 45ª rodada do Campeonato Brasileiro. Para evitar que a situação se agravasse, os policiais interceptaram, na Avenida Brasil, 14 ônibus com torcedores paranaenses, munidos de ingressos, e os impediram de chegar ao local, pelo menos até o iníciodo segundo tempo.A Polícia Militar suspeita de que a grande quantidade de torcedorestenha sido provocada pela venda de ingressos falsificados. Tanto que,aos dez minutos de partida, os portões de São Januário foram fechados evários vascaínos ficaram do lado de fora com as entradas nas mãos.Em um dos acessos de São Januário, torcedores conseguiram furar obloqueio e entraram no local, mas foram contidos pela polícia, quedisparou tiros para o alto. Na confusão, a torcida arremessou pedras egarrafas contra os policiais e uma jovem, de 16 anos, foi pisoteada,mas foi atendida no Posto de Atendimento Médico do Vasco e sofreuapenas escoriações no joelho. TELEFONEMA - A interceptação dos ônibus de torcedores paranaenses era previsível. De acordo com informações da Rede Globo, o diretor de futebol do Santos, Francisco Lopes, fez um telefonema para o presidente do Vasco, Eurico Miranda, para falar sobre os jogos deste domingo. Eurico teria dito o seguinte. ?Façam a parte de vocês, porque aqui o Atlético não ganha?. A respeito da torcida, Eurico teria dito. ?Torcida eles (Atlético-PR) não vão ter. Diz que vem 10 mil torcedores, mas aqui eles não vão entrar, até porque só tem mil ingressos. Mas não tem problema. O Rio tem muitos pontos turísticos e o resto vai poder passar o domingo passeando pela cidade?, disse.

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