Rungroj Yongrit/EPA/EFE
Rungroj Yongrit/EPA/EFE

Tunísia bate Panamá, quebra tabu de 40 anos e faz gol nº 2.500 das Copas

Tunisianos não venciam uma partida de Mundiais desde a Copa da Argentina, em 1978; panamenhos se despedem com 3 derrotas

Beto Silva, especial para o Estado

28 Junho 2018 | 17h22

A Tunísia voltou a vencer um jogo de Copa do Mundo depois de 40 anos ao bater o Panamá por 2 a 1, nesta quinta-feira, na Arena Mordovia, em Saransk, pela terceira rodada do Grupo G, que encerrou também a primeira fase do Mundial da Rússia. Festa tunisiana e decepção panamenha, que sai de sua primeira Copa com três derrotas e apenas dois gols marcados. A partida também marcou o gol de número 2.500 dos Mundiais. As duas equipes já estavam eliminadas. No outro jogo da chave, a Bélgica venceu a Inglaterra por 1 a 0 e encerrou a primeira fase com 100% de aproveitamento.

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O último triunfo da Tunísia no torneio havia sido os 3 a 1 sobre o México, em 1978. Aliás, até então era única vitória do país na competição, em 14 jogos. O jogo também marcou a despedida do zagueiro Felipe Baloy da seleção panamenha. O jogador de 37 anos, do CSD Municipal, da Guatemala, não entrou na partida. Mas, como prêmio de consolação, fez o primeiro gol do país em Copa - na goleada por 6 a 1 sofrida para a Inglaterra, no último domingo.

Os dois times entraram com muitos reservas para fazer os jogadores terem a experiência de jogarem uma Copa do Mundo. A partida, que já não era das mais atrativas, perdeu ainda mais em qualidade técnica. A Tunísia se mostrou melhor. Com 64% de posse de bola, tomou a iniciativa. Chegou com mais perigo. Só no primeiro tempo foram sete chutes, três no alvo, fazendo o goleiro Penedo trabalhar.

Apesar do domínio, foi o Panamá que abriu o placar. Aos 32 minutos, José Rodríguez bateu de fora da área, a bola desviou em Meriah e enganou Mathlouthi para morrer no fundo das redes. Rodrigues saiu comemorando, na esperança de ser o segundo a ter marcado um gol na história do país em Mundiais, mas o árbitro Nawaf Shukralla, do Bahrein, anotou gol contra. Foi o único chute panamenho à meta adversária na primeira etapa.

 

No segundo tempo, o técnico do Panamá, o colombiano Hernán Darío Gómez, tirou o atacante Gabriel Torres e colocou o zagueiro Cummings para reforçar o sistema defensivo e segurar a vitória. Mas o treinador da Tunísia aumentou o poderio ofensivo com o meia Badri no lugar do volante Sassi.

Resultado: empate tunisiano logo aos 5 minutos. Sliti fez boa jogada e tocou para Khazri, que cruzou para o centroavante grandalhão Ben Youssef empurrar para o gol. Um gol histórico, o de número 2.500 na história das Copas do Mundo.

Depois do empate, Hernán Darío Gómez quis consertar o erro e inverteu a substituição anterior. Desta vez, tirou o zagueiro Roman Torres e colocou o atacante Tejada. Mas não deu certo. Aos 20 minutos, a Tunísia virou. O atacante Khazri recebeu passe de Haddadi dentro da pequena área e completou para o gol vazio.

Em seguida, os panamenhos fizeram o segundo gol, em um belo arremate de Bárcenas. Mas a jogada já havia sido parada uma falta de Tejada no lance anterior. No fim, o Panamá não teve força para empatar e a Tunísia conquistou a sua segunda vitória em Copas do Mundo.

 

FICHA TÉCNICA

PANAMÁ 1 x 2 TUNÍSIA

PANAMÁ - Jaime Penedo; Adolfo, Román Torres (Tejada), Fidel Escobar e Ovalle; Gabriel Gómez, Anibal Godoy, Ricardo Ávila (Arroyo), Edgar Bárcenas e José Rodríguez; Gabriel Torres (Cummings). Técnico: Hernán Darío Gómez.

TUNÍSIA - Aymen Mathlouthi; Hamdi Nagguez, Bedoui, Meriah e Haddadi; Chaaleli, Ellyres Skhiri, Sassi (Badri) e Sliti (Khalil); Ben Youssef e Wahbi Khazri (Srarfi). Técnico: Nabil Maaloul.

GOLS - Meriah (contra), aos 32 minutos do primeiro tempo; Ben Youssef, aos 5, e Khazri, aos 20 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Ricardo Ávila, Gabriel Gómez e Tejada (Panamá); Sassi, Badri e Chaaleli (Tunísia).

ÁRBITRO - Nawaf Shukralla (Fifa/Bahrein).

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Arena Mordovia, em Saransk (Rússia).

 

 

 

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