Tupã próximo de reencontrar a mãe

O meia Tupã, de 27 anos, do Palmeiras, mostrava nesta quinta-feira esperança em reencontrar sua mãe e sua irmã, que ele não vê desde que deixou Guarulhos, sua cidade natal, e viajou para a Bahia com seu pai, que havia se separado da mãe, e seu irmão. Na época, o jogador tinha sete anos. "Fui procurado aqui no Palmeiras e tenho esperanças de que o encontro está próximo. É o que mais quero na vida, sinto muitas saudades", recorda o jogador, olhando para baixo, tímido por ter de expor publicamente todas as suas emoções. Na Bahia, Tupã, ou Almir Rogério dos Santos, morou na cidade de Amargosa. Chegou a trocar correspondências com a mãe, mas desde 1985 perdeu contato. Nesta época, trabalhava na roça, colhendo cacau e cortando cana em uma pequena propriedade pertencente ao seu pai. "Era uma vida dura, mas não passava fome", lembra. Mas, durante o trabalho árduo, sempre carregou dentro de si a paixão pelo futebol. Era quando deixava de lado a tristeza no coração. "Meu ídolo era o Sócrates, mas curiosamente, não gostava muito do Corinthians", conta, numa tentativa evidente de desviar qualquer suspeita de que seria corintiano.

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