UE pede a Blatter que repense acordo por jogadores estrangeiros

A União Européia pediu à Fifa que nãotente chegar a um "acordo de cavalheiros" para limitar o númerode jogadores estrangeiros nos clubes europeus, o que poderesultar numa série de processos judiciais. "As leis da União Européia são superiores a qualquer acordode cavalheiros", disse à Reuters, nesta terça-feira, umaautoridade da Comissão Européia familiar à questão. "Eu aconselharia a Fifa a pensar cuidadosamente e talvezpensar duas vezes sobre tal decisão." As declarações da fonte da UE foram uma resposta areportagens da semana passada em que membros da Fifa diziam queo presidente da entidade, Joseph Blatter, tentaria escapar dasleis trabalhistas da UE e alcançar um acordo com as associaçõesnacionais de futebol para limitar a cinco o número deestrangeiros em campo por cada equipe. "Se disserem que o Chelsea foi impedido de contratarRonaldinho por causa de um acordo entre a Fifa e a AssociaçãoInglesa, o jogador ou o clube podem exigir seus direitos deacordo com as leis da UE", disse outra fonte. "Jogadores de futebol são tratados como trabalhadores esempre serão tratados dessa forma, além disso deve haver acessoa trabalho em todas os países-membros." A Uefa também já alertou Blatter sobre sua intenção delimitar os jogadores, o que vai em conflito com as leis delivre trabalho da UE, alegando que qualquer medida contrária àUE pode acarretar numa série de ações na Justiça. A Uefa quer um acordo com a UE sobre a regra de jogadoresprata da casa -- que estabelece uma cota de atletas treinadosnos próprios clubes mas sem discriminar a nacionalidade -- paraevitar uma repetição da Lei Bosman, de 1995, que deu liberdadea atletas de todos os 27 países do bloco para mudarem declubes. Para mudar as regras da Fifa e impor o limite de cincoestrangeiros em campo, Blatter precisa de 75 por cento de apoiodo Congresso da entidade, que acontece no mês que vem emSydney. Cada um dos 208 membros têm um voto, enquanto a Uefacomo organização não vota.

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