Lars Poulsen/Polfoto
Lars Poulsen/Polfoto

Uefa abre processo contra atleta brasileiro do Shakhtar

Lance polêmico fez Luiz Adriano ser acusado por falta de fair play em campo

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

21 de novembro de 2012 | 15h36

SÃO PAULO - A

Na hora, alguns jogadores do Nordsjaelland reclamaram com Luiz Adriano e a torcida vaiou o atacante. O time dinamarquês ainda quis marcar um gol na sequência para compensar, mas o Shakhtar Donetsk não permitiu. Assim, o polêmico gol do brasileiro abriu o caminho para a vitória ucraniana.

Depois do jogo, o técnico do Nordsjaelland criticou duramente o brasileiro pela atitude, cobrando punição. Em sua conta pessoal no Twitter, o atacante foi irônico sobre a repercussão extremamente negativa do episódio nas redes sociais. "Choro é livre", tuitou o atacante.

 

Do outro lado, o treinador do Shakhtar Donetsk tentou explicar a atitude de Luiz Adriano. "Perguntei o que aconteceu e ele disse: 'Foi instinto, vi a bola, driblei e marquei o gol'", contou Mircea Lucescu. O treinador romeno disse ainda que, logo após o lance polêmico de Luiz Adriano, deu a ordem para o Shakhtar deixar o Nordsjaelland marcar um gol (o que deixaria o time da casa com 2 a 1 no placar). Porém, o volante Stepanenko não deixou os dinamarqueses atacarem e roubou a bola de Stokholm. "Nosso adversário merecia aquele gol. Depois, conseguimos nos levantar, como um boxeador que leva um golpe. Tivemos muitas chances e acho que o resultado é justo pelo que fizemos no campo".

 

O meia Stokholm, capitão do Nordsjaelland, reclamou bastante no final do jogo sobre a atitude de Luiz Adriano. Segundo o jogador, o capitão do Shakhtar, Srna, e o árbitro francês Antony Gautier não tiveram a postura necessária para cobrar do brasileiro em campo. "Depois que o lance aconteceu, olhei para minha camisa e tinha algo escrito sobre respeito. Eles não têm muito disso... Para mim, foi surreal. Nunca vivi algo assim. Corri para o árbitro e para o capitão, mas eles falaram que não viram nada".

 

Em depoimento ao site oficial do clube, o zagueiro Dario Srna, capitão do Shakhtar, defendeu o brasileiro. "O Adriano disse que não viu quem tinha passado a bola para o goleiro. Ele achava que o passe era de um jogador do Nordsjaelland. Depois do incidente a gente quis deixá-los marcarem, mas Stepanenko travou a jogada. Não foi nada combinado, por isso pareceu tão ruim. Pegamos a bola, jogamos cinco minutos ‘a meio gás’, eles marcaram e só então é que começamos a jogar o nosso futebol. E marcamos quatro gols seguidos!", afirmou o jogador.

 

*Atualizado às 17h42

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