Uefa abre processo por racismo da torcida do CSKA

A Uefa decidiu abrir procedimento disciplinar contra o CSKA Moscou por suposto comportamento racista dos seus torcedores durante a partida contra o Manchester City, na última quarta-feira, em Moscou, pela Liga dos Campeões da Europa. Segundo a Uefa, o caso será avaliado pelo seu comitê disciplinar em uma semana, até o próximo dia 30.

AE, Agência Estado

24 de outubro de 2013 | 14h05

O volante marfinense Yaya Touré alega que ouvia a imitação de sons de macaco quando tocava na bola. Ao fim do jogo em Moscou, o jogador contou que chegou a reclamar com o árbitro romeno Ovidiu Hategan durante a partida, mas nada foi feito para impedir os atos racistas da torcida do CSKA. "É decepcionante. É inacreditável e muito, muito triste ouvir cânticos como aqueles vindo dos torcedores", disse o jogador.

Na ocasião, ele pediu que os russos fossem punidos. "Penso que a Uefa deve agir com rigor. Talvez fechar o estádio por alguns jogos. Como um jogador africano, é sempre triste ouvir algo assim. Seria ótimo se conseguíssemos acabar com isso", afirmou Touré.

O CSKA Moscou porém, afirma que são infundadas as acusações contra a sua torcida. Em nota, o clube disse estar "surpreso e desapontado" com as declarações de Touré e que acusações de racismo são infundadas". Seydou Doumbia, atacante de Costa do Marfim que joga pelo CSKA Moscou saiu em defesa do seu clube, contra seu compatriota. "Meu colega marfinense está claramente exagerando", disse Doumbia para o site do clube russo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.