Fabrice Coffrini/AFP
Fabrice Coffrini/AFP

Uefa decide manter Platini como presidente até julgamento do CAS

Francês está suspenso por oito anos, segundo Comitê da Fifa

Estadão Conteúdo

22 Janeiro 2016 | 14h41

Reunido nesta sexta-feira na Suíça, o Comitê Executivo da Uefa decidiu que não vai promover eleições para substituir Michel Platini na presidência da entidade até que o francês esgote suas possibilidades de apelação contra a punição de oito ano imposta a ele pela Fifa. Desta forma, Platini segue como presidente afastado da entidade máxima do futebol europeu.

Em comunicado, o Comitê Executivo da Uefa disse que "decidiu que não programará uma eleição presidencial até que os organismos de apelação da Justiça Desportiva, incluindo possivelmente a Corte Arbitral do Esporte, tenham tomado uma decisão". "Esperamos que seu nome seja limpo e que ele possa voltar à família europeia do futebol o mais cedo possível", afirmou o órgão.

Platini é suspeito de ter recebido US$ 2 milhões do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de forma indevida. Ele argumenta que era um salário atrasado por um serviço prestado nove anos antes. Mas os juízes e o Ministério Público da Suíça suspeitam que o dinheiro, dado em 2011, seja um pagamento para que ele não se apresentasse como candidato nas eleições da Fifa daquele ano.

Suspenso do futebol por oito anos, Platini teve que retirar seu nome da disputa pela presidência da Fifa, que vai acontecer em 26 de fevereiro. Para o lugar dele, a Uefa apresentou a candidatura de Gianni Infantino, seu secretário-geral.

Nesta sexta-feira, em Nyon, a Uefa afirmou que Gianni Infantino terá apoio "esmagador" dos 53 países do continente com direito a voto na Fifa. Ainda de acordo com a Uefa, as federações nacionais vão anunciar individualmente suas posições no devido momento.

Na última terça, Infantino divulgou o manifesto de sua candidatura. Suas principais plataformas davam conta de ampliar a Copa do Mundo de 32 para 40 seleções e dividir o torneio entre sedes de diversos países de uma região. Além disso, ele promete compartilhar melhor os lucros da Fifa com as federações nacionais, principalmente as mais necessitadas.

Além do secretário-geral da Uefa, outros quatro candidatos concorrem: o príncipe jordaniano Ali Bin Al Hussein, que aparece como favorito, o bareinita Sheikh Salman Bin Ebrahim Al Khalifa, que preside a Confederação Asiática de Futebol, o francês Jérome Champagne, e o empresário sul-africano Tokyo Sexwale.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.