Reprodução/Twitter/Uefa
Reprodução/Twitter/Uefa

Arco-íris brilha no logo da Uefa após entidade recusar as cores no estádio de Munique

Presidente da Confederação Europeia diz que atitude é 'um sinal do nosso firme compromisso por uma sociedade mais diversa e inclusiva'; um dia antes, ela disse "não" à iluminação no jogo Alemanha e Hungria

AFP, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2021 | 09h49

A Uefa defendeu nesta quarta-feira sua recusa a permitir que o estádio de Munique seja iluminado com as cores da comunidade LGBT na partida entre Alemanha e Hungria, pela Eurocopa, mas adicionou as cores do arco-íris a seu logotipo no Twitter e reafirmou o "firme compromisso" contra a homofobia.

Sob críticas desde terça-feira de vários países, a entidade que comanda o futebol europeu afirmou que sua decisão "não é política", ao contrário do pedido de Munique como forma de protesto contra uma recente lei húngara considerada discriminatória para os homossexuais.

A solicitação estava "ligada à presença da seleção da Hungria no estádio para a partida contra a Alemanha", recordou a Uefa, a respeito da partida que fechará a fase de grupos da Eurocopa, disputada em 11 cidades de 11 países, incluindo Munique e Budapeste.

A entidade, que tem 55 federações afiliadas, de países com governos de amplo espectro, se esforça para permanecer distante das questões políticas, ao mesmo tempo que demonstra "valores" de igualdade, um equilíbrio complexo como revelou o cado do estádio de Munique. "Para a Uefa, o arco-íris não é um símbolo político, e sim um sinal de nosso firme compromisso por uma sociedade mais diversa e inclusiva", afirmou a entidade no Twitter.

A Uefa adicionou as cores ao redor de seu logo, as mesmas que negou ao estádio de Munique, e afirmou que o arco-íris "simboliza (seus) valores, como uma sociedade mais justa e igualitária, tolerante com todos, pouco importa sua história pessoal, crenças ou gênero".

A Hungria aprovou na semana passada uma lei que proíbe a "promoção" da homossexualidade para menores, o que provocou a preocupação dos defensores dos direitos, enquanto o governo de Viktor Orban multiplica as restrições para a comunidade LGBT.

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