Uefa estuda nova barreira a estrangeiros

Os jogadores brasileiros e de outros países que fornecem atletas à Europa poderão enfrentar novas barreiras para atuar no Velho Continente a partir de 2005. A Uefa (União Européia de Futebol) debate a imposição de uma lei que exija que as equipes tenham pelo menos sete ou oito jogadores formados nas categorias inferiores dos próprios clubes europeus.Nesta quinta-feira, porém, a falta de consenso entre os cartolas e os membros do comitê executivo da entidade adiou para fevereiro uma decisão final sobre o tema. O objetivo da Uefa é o de reformular a estrutura do futebol europeu para garantir que novos talentos possam surgir. Hoje, a lei estipula que cada clube pode ter em campo até três atletas com passaporte de um país que não faz parte da Europa.Um dos temores de dirigentes é de que os clubes optem por continuar contratando estrangeiros para formar equipes competitivas e se esqueçam de formar novos talentos. O exemplo mais criticado é o do Chelsea, do russo Roman Abramovich. Com investimentos de US$ 390 milhões e diante da necessidade de mostrar resultados à curto prazo, a solução foi percorrer o mundo em busca de talentos. O resultado é que, entre os jogadores da equipe, apenas um foi formado nas categorias de base do Chelsea.O diretor executive da UEFA, Lars-Christer Olsson, deixou claro em uma conferência de imprensa nesta quinta que o aumento do número de jogadores de fora da Europa nos campeonatos locais afeta de forma negativa o desenvolvimento de jovens talentos e mesmo as seleções européias, que encontram dificuldades para renovar seus quadros.Outro pedido da Uefa é para que os clubes limitem os números de jogadores em suas equipes. Alguns clubes chegam a ter 40 jogadores em suas folhas de pagamento e a Uefa quer limitar esse número para 25. A idéia da entidade é de ter essas mudanças realizadas já para a temporada 2005-2006, mas os clubes teriam quatro anos para se adequar à lei. Mas a decisão pode ir contra as próprias leis européias, que estipulam a liberdade de movimento de trabalhadores dentro do bloco formado por 25 países.TECNOLOGIA - Outra decisão da Uefa foi iniciar estudos, juntamente com a Fifa, para uma eventual implementação de tecnologias que possam detectar se a bola cruzou a linha do gol ou não, um tema sempre polêmico na história do futebol. O pedido veio da Federação Italiana, mas a preocupação de muitos é de que o uso da tecnologia interrompa o rítmo das partidas.

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