Uefa pede para liga espanhola retirar ação contra data da Copa de 2022

A Uefa pediu nesta terça-feira para La Liga, a organizadora do Campeonato Espanhol, retirar a ação em que contesta a decisão de se mudar a data da Copa do Mundo de 2022 para os meses de novembro e dezembro.

Estadão Conteúdo

30 de junho de 2015 | 12h17

Para evitar o calor do verão do Catar, o torneio não será realizado em junho e julho, como é tradicional, fazendo com que as competições europeias parem por cerca de dois meses. Temendo perdas de aproximadamente US$ 70 milhões, a liga espanhols apelou contra a alteração aprovada pela Fifa à Corte Arbitral do Esporte.

O secretário-geral da Uefa, Gianni Infantino, sugeriu que o presidente da liga espanhola, Javier Tebas, "quer obter alguma publicidade" com o seu protesto. "É um pouco triste que as pessoas não aceitem as decisões tomadas por uma vasta

maioria", disse Infantino depois de uma reunião da Uefa, em Praga. "Você não pode tomar todas as decisões por unanimidade, porque senão você não tomaria qualquer decisão em qualquer lugar. Você precisa ser um pouco flexível".

Infantino disse que "a grande maioria das ligas" e a Associação de Clubes Europeus (ECA) aceitou a decisão de se jogar a Copa do Mundo pela primeira vez no final do ano.

Porém, a ECA e a organização das ligas europeias sugeriu que o torneio começasse em maio, o que foi rejeitado pelo Comitê Executivo da Fifa em março. E a tensão só se acalmou quando a Fifa anunciou que pagaria US$ 209 milhões aos clubes de todo o mundo pelas liberações dos jogadores para as Copas de 2018 e 2022.

"Nós precisamos ser um pouco mais realistas, razoáveis e pragmáticos em certas coisas", disse Infantino. "A Copa do Mundo é a melhor competição de seleções no mundo. Tem que ser jogada nas melhores condições possíveis. Se isto significa que em um ano de 150 da história do futebol nós mudamos o calendário, não será o fim do mundo", concluiu.

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