Jon Super/AP
Jon Super/AP

Uefa prevê que clubes europeus percam R$ 51 bilhões devido à pandemia de covid-19

Relatório mostra que 4 bilhões de euros (R$ 25,5 bilhões) foram perdidos apenas em receitas de dia de jogo (como venda de ingressos e produtos dos clubes)

Redação, Estadão Conteúdo

21 de maio de 2021 | 09h27

A pandemia do novo coronavírus atingiu em cheio o futebol europeu, um dos mais ricos do mundo. Um relatório da Uefa divulgado nesta sexta-feira afirma que os principais clubes da Europa devem sofrer perdas de mais de 8 bilhões de euros (R$ 51 bilhões na cotação atual) devido ao impacto do surto global da covid-19.

O relatório da Uefa mostrou que 4 bilhões de euros (R$ 25,5 bilhões) foram perdidos em receitas de dia de jogo (como venda de ingressos e produtos dos clubes), 2,7 bilhões de euros (R$ 17,4 bilhões) em patrocínios e 1,4 bilhões de euros (R$ 9 bilhões) em receitas de transmissão.

"No relatório do ano passado, disse que o futebol europeu estava forte, unido, resiliente e pronto para os novos desafios. Contudo, ninguém poderia prever que seriamos confrontados com o maior desafio colocado ao futebol, ao esporte e à sociedade nos tempos modernos", afirmou o esloveno Aleksander Ceferin, presidente da Uefa.

As ligas nacionais e as competições de clubes da Uefa - a Liga dos Campeões e a Liga Europa - foram em sua grande maioria jogadas com portões fechados desde que a pandemia atingiu a Europa no início de 2020. "Todos os níveis e todos os cantos do futebol profissional sofreram um forte impacto", informou o relatório. "Os clubes muito dependentes das assistências nos estádios foram particularmente atingidos pela pandemia".

Como resultado de orçamentos cortados, o valor gasto pelos clubes europeus na janela de transferências do último verão (entre julho e setembro) caiu 39%. A redução nas receitas obrigou a Uefa a aliviar temporariamente as regras do Fair Play Financeiro, que servem para assegurar que não gastem mais do que o que ganham. Contudo, Ceferin admitiu que mudanças mais permanentes podem ser necessárias.

O Manchester City reverteu uma suspensão de dois anos imposta pela Uefa por quebrar as regras do Fair Play Financeiro na Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês), no ano passado. No que poderia ter sido a primeira temporada dessa punição, o clube inglês chegou à final da Liga dos Campeões pela primeira vez, onde enfrentará o Chelsea no próximo dia 29, na Cidade do Porto, em Portugal.

"Este relatório mostra que vivemos uma nova realidade financeira e está se tornando claro que os regulamentos do Fair Play Financeiro têm de ser adaptados e atualizados", disse Ceferin. "A sustentabilidade financeira continuará a ser o nosso objetivo e a Uefa trabalhará em equipe com o futebol europeu para equipar o nosso esporte com novas regras para um futuro risonho".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.