Fabrice Coffrini/AFP
Fabrice Coffrini/AFP

Uefa promete punir times envolvidos na criação da Superliga Europeia

Principais clubes ingleses, espanhóis e italianos já teriam se juntado ao projeto; jogadores podem ser excluídos de competições pelas seleções

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2021 | 16h49

A Uefa publicou um comunicado em conjunto com as federações e ligas nacionais de Inglaterra, Espanha e Itália no qual ameaça punir os clubes que se envolverem na criação de uma "Superliga Europeia", um torneio com os maiores clubes dos principais campeonatos nacionais.

Segundo a imprensa europeia, 12 clubes já teriam aceitado participar do torneio, sendo seis da Inglaterra (Liverpool, Manchester United, Manchester City, Arsenal, Tottenham e Chelsea), três espanhóis (Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madrid) e três italianos (Juventus, Milan e Inter de Milão). O PSG se recusou a participar, assim como o Bayern de Munique e os demais clubes alemães. Até agora, nenhum clube se manifestou oficialmente.

"Conforme anunciado anteriormente pela FIFA e as seis Federações, os clubes em questão serão proibidos de jogar em qualquer outra competição a nível nacional, europeu ou mundial, e seus jogadores não poderão ter a oportunidade de representar suas seleções nacionais", prometeu a Uefa. Dessa forma, os clubes não poderiam jogar a Liga dos Campeões, e os jogadores não poderiam disputar as Eliminatórias ou a Copa do Mundo.

A Superliga teria 20 times, dos quais 16 clubes, incluindo os 12 fundadores, teriam vaga assegurada não importando quais fossem seus resultados nas temporadas anteriores. Outros quatro seriam escolhidos através de uma eliminatória. Pelo modelo apresentado, os clubes seriam divididos em dois grupos de 10, com os quatro melhores times de cada grupo se classificando para a fase de mata-mata, culminando em uma final que aconteceria em um fim de semana.

De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, caso o anúncio da Superliga seja realmente feito neste domingo, seria um duro golpe para a Uefa, que havia negociado com Andrea Agnelli, presidente da Juventus e da Comissão Europeia de Clubes, um novo formato para a Liga dos Campeões. A Uefa pretendia anunciar as mudanças em seu torneio mata-mata nesta segunda.

A Uefa não descarta entrar na Justiça contra os clubes rebeldes. "O futebol é baseado em competições abertas e mérito esportivo; não pode ser de outra maneira", diz a nota da entidade que comanda o futebol na Europa.

Confira a nota na íntegra.

A Uefa, a Federação Inglesa de Futebol e a Premier League, a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e a LaLiga, e a Federação Italiana de Futebol (FIGC) e a Lega Serie A descobriram que alguns clubes ingleses, espanhóis e italianos podem estar planejando anunciar a criação de uma Super Liga fechada.

Se isso acontecer, queremos reiterar que nós - Uefa, FA Inglesa, RFEF, FIGC, Premier League, LaLiga, Lega Serie A, mas também Fifa e todas as nossas associações membros - permaneceremos unidos em nossos esforços para impedir este projeto cínico, um projeto que se baseia no interesse de alguns clubes em um momento em que a sociedade precisa mais do que nunca da solidariedade.

Vamos considerar todas as medidas de que dispomos, a todos os níveis, judiciais e desportivos, para evitar que isso aconteça O futebol é baseado em competições abertas e mérito esportivo; não pode ser de outra maneira.

Conforme anunciado anteriormente pela FIFA e as seis Federações, os clubes em questão serão proibidos de jogar em qualquer outra competição a nível nacional, europeu ou mundial, e seus jogadores não poderão ter a oportunidade de representar suas seleções nacionais.

Agradecemos aos clubes de outros países, especialmente os clubes franceses e alemães, que se recusaram a assinar. Apelamos a todos os amantes do futebol, torcedores e políticos, a se juntarem a nós na luta contra este projeto, caso venha a ser anunciado. Esse interesse pessoal persistente de alguns está acontecendo há muito tempo. Já é suficiente.

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