REUTERS/Max Rossi
REUTERS/Max Rossi

Lazio é punida pela Uefa por comportamento racista e gestos nazistas de seus torcedores

Clube italiano de Roma foi multado e terá de jogar com parte das arquibancadas vazias contra o Celtic pela Liga Europa

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2019 | 09h34

A Uefa puniu a Lazio por comportamento racista de seus torcedores. O clube italiano terá de fechar dois setores das arquibancadas norte de seu estádio no duelo com o Celtic, dia 7 de novembro, pela quarta rodada da Liga Europa. As ofensas racistas aconteceram na partida diante do Rennes há duas semanas pela mesma competição. O clube romano também recebeu multa de 20 mil euros (R$ 92 mil) e terá de exibir uma faixa com as palavras #EqualGame no jogo contra o time escocês.

O Comitê Disciplinar da Uefa ameaçou inicialmente fechar os portões do estádio no jogo da Liga Europa. A Lazio apelou considerando um "castigo severo" e reafirmou sua intenção de perseguir os responsáveis por esse "comportamento inaceitável". Com isso, conseguiu diminuir a punição. "Para confirmar que vai defender a sua reputação e sua tradição, o clube anuncia ter imediatamente ativado as iniciativas com vista a identificar os responsáveis e aplicar rigorosamente o código de ética, de modo a afastá-los do estádio", informou o clube romano em comunicado oficial.

Durante o jogo com o Rennes, torcedores do setor norte do estádio fizeram gestos nazistas. Não é a primeira vez que o clube precisa lidar com o comportamento preconceituoso vindo das arquibancadas. Na temporada passada, aconteceu a mesma coisa na partida contra o Rennes. Isso custou à Lazio a realização de um jogo com parte de uma arquibancada fechada. A Uefa repete a punição agora.

Nesta semana, após atos racistas de torcedores nas Eliminatórias da Eurocopa-2020, o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, pregou uma "guerra aos racistas" e disse que as demonstrações de preconceito são uma "doença" no futebol. Ele fez as declarações em comunicado enviado à agência de notícias Associated Press (AP). "Acredite em mim, a Uefa está comprometida a fazer tudo que puder para eliminar esta doença do futebol", declarou Ceferin. "Não podemos aceitar isso. Devemos sempre nos esforçar para fortalecer nossa determinação. De forma mais ampla, a família do futebol - dos dirigentes aos jogadores, treinadores e torcedores - precisam trabalhar com os governos e as ONGs para liderarmos uma guerra contra os racistas e marginalizarmos suas visões abomináveis na sociedade."

Os episódios racistas aconteceram durante a goleada de 6 a 0 da Inglaterra sobre a Bulgária, na cidade de Sofia, capital búlgara, na segunda-feira, pela fase de grupos das Eliminatórias da Euro. O jogo foi interrompido por duas vezes no primeiro tempo por causa de cânticos racistas e saudações nazistas dos torcedores da equipe da casa. 

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