Uefa quer ter novo presidente já na Eurocopa de 2016 se Platini assumir a Fifa

A Uefa pretende ter um novo presidente eleito antes da disputa da Eurocopa de 2016 se o francês Michel Platini, seu atual comandante, for o escolhido para substituir Joseph Blatter à frente da Fifa.

Estadão Conteúdo

17 de setembro de 2015 | 15h53

O presidente da Uefa é o favorito na eleição de 26 de fevereiro para ficar com a vaga de Blatter, que acabou desistindo prematuramente de um novo mandato diante de um cenário de crescente descrédito da Fifa em função de escândalos de corrupção.

A Eurocopa de 2016 começa em 10 de junho, na França, e as regras da Uefa atualmente requerem três meses entre o prazo final para formalização das candidaturas e a própria eleição.

Um encurtamento do período eleitoral de três meses exigiria a aprovação de todos os 54 países-membros da Uefa, que têm reunião marcada para 25 de fevereiro, na véspera da eleição da Fifa. O Congresso da Uefa, realizando anualmente, está marcado para 23 de março em Budapeste, e poderia mudar de data para permitir que um novo presidente seja eleito.

"Nós discutimos que isso deve ser feito antes do pontapé inicial da Eurocopa, ou, do melhor modo, antes do final dos torneios continentais de clubes", disse Frantisek Laurinec, membro do Comitê Executivo da Uefa, após uma reunião em Malta nesta quinta-feira.

As finais da Liga dos Campeões e Liga Europa serão na segunda quinzena de maio. "Nós precisamos de três meses pelas estatuto (para a eleição), mas o congresso extraordinário pode dizer ''neste caso especial, talvez a gente encurte este período porque todo mundo sabe o que está acontecendo''", disse Laurinec.

Wolfgang Niersbach, que preside a Federação Alemã de Futebol e possui cargos nos comitês executivos da Fifa e da Uefa, é o nome mas cotado nesse momento para suceder Platini, ainda que evite se declarar candidato para um posto que ainda nem está vago.

Platini foi eleito pela primeira vez para a presidência da Uefa em 2007 e ganhou um terceiro mandato de quatro anos no início de 2015. O ex-jogador francês garantiu anteriormente que não buscaria uma nova reeleição em 2019.

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