Uefa recusa criação de Superliga

A União Européia de Futebol desmente interesse na criação de uma Superliga, com os principais times do continente. O desmentido foi feito nesta segunda-feira por Gerhard Aigner, secretário-geral da entidade que controla o futebol na Europa. Na opinião do dirigente, não há condições para o surgimento de um torneio supranacional, em detrimento dos campeonatos locais. "A Uefa existe para cuidar do desenvolvimento do futebol europeu", avisou Aigner, para acabar com especulações do surgimento da Superliga. "Não podemos esquecer que há o interesse dos torcedores em jogo, e isso é o que conta mais para nossa organização." Ele garante que a Uefa só poderá vir a mudar de idéia, algum dia, se "os torcedores mostrarem desejo de alterações." As afirmações de Aigner são, na verdade, uma forma de esfriar o ânimo do G-14, grupo formado pelos mais fortes clubes europeus. Há algum tempo, eles pedem alterações no calendário da região, que beneficiem mais torneios internacionais entre os times do que as competições domésticas e as apresentações das respectivas seleções. A Uefa procurou esvaziar essas idéias "rebeldes" com a ampliação da Copa dos Campeões, com o fortalecimento da Copa da Uefa e com o fim da Recopa. Os clubes acham pouco. Tanto que o Real Madrid sugeriu, recentemente, que a Copa da Uefa abandone o sistema de eliminatória direta e tenha grupos, como ocorre com a Copa dos Campeões. A Uefa rejeitou essa proposta. Como também não parece animada com a possível criação de uma Liga Atlântica, que reuniria 13 equipes de 6 países, entre eles Holanda e Bélgica. A alegação dos que defendem essa liga é a de que os torneios locais não são rentáveis.

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