Riccardo de Luca/AP
Riccardo de Luca/AP

Uefa reforça combate ao doping com análise do perfil de esteroides

Cada jogador testado nas competições possui passaporte biológico

Estadão Conteúdo

13 Março 2015 | 13h45

A Uefa aperfeiçoará o seu programa antidoping na próxima temporada com a avaliação do perfil de esteroides dos jogadores. A decisão foi tomada pelo comitê médico da entidade, que aprovou as amostras de análise de urina à longo prazo, além dos exames de sangue atuais do programa de passaportes biológicos.

Cada jogador testado nas competições de clubes e seleções possui um passaporte biológico que "revela indiretamente os efeitos do doping, além de fornecer dados para os testes", disse, nesta sexta-feira, a entidade europeia.

Em 2013, a Uefa aprovou retrospectivamente a análise das amostras de urina de 900 jogadores para decidir se o perfil de esteroides fazia falta. Os resultados desse estudo não foram revelados.

Ainda que o futebol de alto nível apresente poucos casos de doping, a Uefa suspendeu três jogadores russos do CSKA Moscou por testes positivos na temporada 2009/2010.

Os programas antidoping nos torneios principais foram criticados por não incluírem exames não anunciados entre as partidas. Em geral, a Uefa e a Fifa escolhem ao acaso dois jogadores de cada equipe para a realização de exames após os jogos. Os críticos afirmam que isso cria uma brecha de vários dias entre as partidas.

Nesta sexta-feira, a Uefa disse que recrutará um médico e 20 funcionários de controle de doping para seu programa experimental na Eurocopa de 2016 na França. "Os exames durante a competição englobam todas as 51 partidas e mais de 200 testes individuais", disse a Uefa. "Para os exames nas competições e fora dela, se tomam amostras de sangue e urina de cada jogador examinado". A Uefa acrescentou que as amostras serão armazenadas "durante longo tempo depois do torneio" para permitir a análise com novos métodos.

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