Claude Paris/AP
Claude Paris/AP

Uefa retira ameaça à Fifa e confirma que Platini está suspenso

Francês foi punido em 90 dias pelo Comitê de Ética da Fifa

Jamil Chade, correspondente na Suíça, O Estado de S. Paulo

08 de outubro de 2015 | 18h05

A Uefa confirma que Michel Platini está suspenso de suas atividades como presidente da entidade continental, horas depois que criou um temor internacional ao declarar que o francês seria mantido no cargo. A afirmação original significava uma decisão de desafiar e ameaçar a Fifa, o que alimentou rumores de um racha entre os europeus e a entidade máxima do futebol.

Platini, que também pegou 90 dias de suspensão por uma decisão do Comitê de Ética da Fifa, teria de deixar seu cargo de presidente da Uefa para o espanhol Angel Miguel Villar, por sua vez também investigado por corrupção envolvendo a escolha da Copa de 2018 e 2022.

Num comunicado inicial, o Comitê Executivo da Uefa indicou que " não via necessidade " de substituir Platini, já que ele entraria com um recurso e que uma reunião da entidade europeia seria convocada para o dia 15. A declaração foi interpretada como um alerta de que a Uefa não mais seguiria as normas da Fifa. 

Horas depois, a mesma entidade confirmou que Platini estava de fato afastado e que, portanto, não poderia participar do encontro da semana que vem. 

Apesar da reviravolta na posição da Uefa, o francês está convencido de que a decisão foi uma manobra orquestrada por Joseph Blatter para o tirar da corrida. Antes mesmo da notícia oficial ser divulgada, ele emitiu uma nota atacando o vazamento de informações e indicando que " nada o vai parar de buscar a verdade ". No início da noite, ele confirmou que mantém sua candidatura,  declarou que as acusações são " vagas " e que ele iria recorrer da decisão. " Mais que um sentimento de injustiça ou desejo de vingança, eu vou desafiar ", disse.  

Os europeus David Gill e Wolfgang Niersbach, membros do Comitê Executivo da Fifa, falavam sobre a possibilidade de adiar a eleição na Fifa, marcada para 26 de fevereiro, justamente como uma forma de dar tempo para que Platini possa limpar seu nome e voltar a concorrer.

O governo em Paris também saiu em sua defesa e o Comitê Executivo da Uefa declarou  seu " apoio total " a Platini. " Ele vai limpar seu nome ", declarou a entidade. 

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