Daniel Teixeira / Estadão Conteúdo
Daniel Teixeira / Estadão Conteúdo

No último ato no ano do centenário, Corinthians e Palmeiras jogam em Itaquera

Confronto pode dar caminhos diferentes para os dois times em busca do título nacional

Gonçalo Júnior, O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2017 | 07h00

No ano em que Corinthians e Palmeiras celebram o centenário da maior rivalidade do futebol paulista, o último confronto entre os dois em 2017 promete ser um capítulo à altura da tradição. Mesmo faltando sete rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro e que outros times também tenham chances de título, o jogo de hoje, na Arena Corinthians, em Itaquera, às 17 horas, está com cara de final.

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Esse caráter decisivo está apoiado em vários fatores. O primeiro é a posição dos dois rivais na tabela. O Corinthians é líder com 59 pontos; o Palmeiras está cinco pontos atrás. Uma vitória alviverde pode, portanto, reduzir a distância entre eles para dois pontos. No início do segundo turno, ela já foi de 17 pontos.

A queda de rendimento do Corinthians e a ascensão técnica e tática do adversário após a troca de Cuca pelo interino Valentim, reanimaram uma disputa pelo título que parecida morta e já enterrada.

Para Fábio Carille, a vitória hoje dá uma extraordinária força emocional ao grupo, mas não define o dono da taça. “Independentemente do placar, o campeonato vai continuar aberto. Se a gente não vencer, a chance do Palmeiras fica mais clara. Se vencermos, aumenta, mas nada definido”, afirmou o treinador.

Alberto Valentim concorda. “Com a vitória de um ou outro, as coisas ficam mais claras, mas não acaba do campeonato nem a disputa”, diz o palmeirense.

Os dois treinadores usam um argumento simples para afirmar que o torneio está aberto: o Santos, que ontem fez 3 a 1 no Atlético-MG e chegou a 56 pontos, também está na parada.

O duelo em Itaquera também tem cara de final pela maneira como modificou a semana dos clubes. O Palmeiras fez dois treinos secretos. Em um deles, nem a entrevista protocolar foi realizada. O objetivo foi garantir a privacidade e evitar declarações que pudessem ser utilizadas pelo rival como motivação. No caminho oposto, o Corinthians abriu o treino de ontem para a torcida. Foi uma tentativa de provar que a Fiel está ao seu lado. Medida necessária considerando os muros pichados do Parque São Jorge após a derrota para a Ponte na rodada passada.

Esse clima de tensão percorre obviamente os torcedores. Os 43,5 mil ingressos colocados à venda estão esgotados desde quarta-feira. Permitir a ultrapassagem do arquirrival após um primeiro turno de invencibilidade é uma ideia que arrepia os corintianos. “Sabendo das dificuldades do ano, enquanto os adversários contrataram técnicos de renome e jogadores de nome, eles (torcedores corintianos) jogaram junto. Tenho certeza que estarão conosco os 90 minutos”, comentou Carille.

GANGORRA

É preciso mais atenção ao momento dos dois times. O Corinthians soma três derrotas e um empate nos últimos quatro jogos. Além de moer a vantagem de líder, a sequência abalou a confiança na estrutura tática. Carille deve barrar Jadson, o cérebro da equipe, mas que está em má fase. A ideia é buscar mais criatividade e dinamismo, e a saída mais provável é Clayson. Os laterais, diferenciais do time, com eficiência no apoio e segurança na defesa, também estão devendo. Fagner sofreu lesão no tornozelo e corre risco de ficar fora. Arana perdeu a autoconfiança.

O Palmeiras está no céu. Nos últimos quatro jogos, soma três vitórias e um empate. O período coincide com a chegada de Valentim, interino detalhista e estudioso que arrumou a defesa seguindo o que aprendeu nos dez anos que atuou na Itália. No ataque, trocou a ligação direta de Cuca pela bola no chão, aproveitando melhor a qualidade técnica do elenco. O período tem sido tão vistoso que a diretoria cogita sua permanência em 2018 - Mano Menezes era o preferido do presidente, mas decidiu permanecer no Cruzeiro.

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