Divulgação/Osasco Audax
Divulgação/Osasco Audax

Um ano após brigar pelo título, Audax entra em campo para evitar o rebaixamento

Equipe de Osasco precisa vencer e torcer por combinação de resultados para se manter na Série A-1 do Paulista

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2017 | 07h02

Há menos de um ano, o estádio Prefeito José Liberatti, em Osasco, recebia o time sensação do Campeonato Paulista, Audax, e o Santos para a decisão do torneio. Nesta quarta-feira, a equipe local entra em campo para tentar se manter na elite e evitar que todo o trabalho feito no ano passado seja jogado pela janela. Parcerias frustradas e falhas no planejamento fizeram com que o clube que prometia revolucionar o futebol nacional se tornasse uma decepção.

Para escapar do rebaixamento, o Audax não depende apenas de suas forças. É preciso vencer o São André e torcer por dois dos três resultados: São Bernardo e São Bento não vencerem São Paulo e Mirassol, respectivamente, e a Ferroviária perder para o Botafogo. Mais do que secar os adversários, a dura missão do time de Osasco será fazer algo que pouco conseguiu nesta temporada: vencer. Foram apenas dois resultados positivos em 11 jogos disputados no Paulistão. 

O Estado conversou com pessoas ligadas à diretoria e a comissão técnica do Audax. A avaliação interna aponta que os erros começaram logo após o término do estadual no ano passado. Após perder seus principais atletas para grandes clubes – Tchê Tchê (Palmeiras), Camacho e Bruno Paulo (Corinthians), Ytalo (São Paulo) e Sidão (Botafogo) –, a diretoria firmou um acordo com o Oeste para disputar a Série B do Brasileiro e conseguir manter vínculo com os demais jogadores que sobraram no elenco. 

Mas o acordo foi um fracasso. O Oeste lutou até a última rodada para não ser rebaixado e o Audax, cheio de garotos, não passou da primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro. 

Neste ano, Fernando Diniz, após comandar o Oeste, voltou ao clube com o acordo que poderia deixar a equipe após o Paulistão. A partir de amanhã, ele está livre para negociar com qualquer outra agremiação.

Da equipe sensação do ano passado, sobraram nove atletas: o goleiro Felipe Alves, os zagueiros André Castro, Felipe Diadema e Velicka, o volante Francis e o atacante Ytalo (que estava emprestado ao São Paulo e retornou no fim do ano passado). Deles, André Castro, Velicka e Francis eram titulares em 2016.

Membros da diretoria acreditam que a reformulação da equipe não deu certo. O nível técnico do atual elenco está aquém do que foi projetado. Para piorar, o meia Pedro Carmona, um dos principais atletas do elenco e autor de quatro gols na competição, sofreu uma inflamação no pé e não atuou nos últimos quatro jogos. Nesta quarta-feira, ele também não estará em ação. 

O Audax é presidido pelo  ex-jogador Vampeta e após o término do Paulista, passará a  ter mais um pentacampeão  mundial com a seleção brasileira. Edilson será o diretor de futebol. 

Filme repetido. O Audax pode passar pela mesma situação que Santo André e Guarani atravessaram nos últimos anos: ser vice-campeão em um ano e rebaixado na temporada seguinte. Nos três casos, o time perdeu a decisão para o Santos. O Santo André foi vice em 2010 e caiu em 2011. Já o Guarani foi o segundo em 2012 e rebaixado no ano seguinte.

 

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