Um ano após Meldonium virar doping, Rússia diz que encontrou substância 'melhor'

Novos medicamentos não seriam proibidos pela Agência Mundial Antidoping

Estadao Conteudo

19 de abril de 2017 | 12h26

Uma agência médica estatal russa afirmou ter descoberto novas e melhores alternativas ao Meldonium, a substância proibida para a qual a estrela do tênis Maria Sharapova testou positivo.

A chefe da agência médico-biológica federal, Vladimir Uiba, disse que a Rússia encontrou "vários medicamentos que não são proibidos e funcionam significativamente melhor do que o Meldonium", de acordo com agências de notícias do país.

Uiba não revelou os nomes dos novos medicamentos e não ficou claro imediatamente se eles já estão sendo usados por atletas russos de elite. A agência da Uiba é encarregada de fornecer apoio médico para equipes nacionais russas em muitos esportes.

Sharapova estava entre os mais de cem atletas que deram positivo após o Meldonium ser incluído na lista de substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidoping no começo do ano passado.

Na maioria dos casos, os atletas foram absolvidos por terem provado que consumiram a substância antes da proibição. Mas esse não foi o caso de Sharapova, que assumiu tê-la utilizado após a data de corte.

O Meldonium é comercializado para pessoas com doenças cardíacas e circulatórias, incluindo a função de auxiliar no aumento da resistência física e mental. Dirigentes russos defenderam, sem sucesso, que a substância não melhora o desempenho esportivo, além de argumentar que previne ataques cardíacos sob estresse extremo.

Sharapova disse que no ano passado ela usou Meldonium por dez anos por causa de deficiência de magnésio, resultados de testes cardíacos irregulares e uma história familiar de diabetes. A estrela voltará ao circuito mundial do tênis em 26 de abril, com o encerramento da sua pena, quando vai participar do Torneio de Stuttgart.

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