Um dos melhores da história, Figo deixa seleção sem título

Aos 33 anos, o meia Luís Figo disputou na tarde deste sábado, contra a Alemanha, em Stuttgart, provavelmente sua última partida pela seleção portuguesa. O jogador ainda não anunciou oficialmente a despedida, mas é praticamente certo que ele abdique de jogar pelo time nacional.A derrota por 3 a 1, que tirou de Portugal a possibilidade de repetir a campanha de 1966 e ficar com o terceiro lugar do Mundial, não parece ter frustrado o meia, que, sorridente, abraçou ao final do jogo o técnico alemão Klinsmann e o goleiro Oliver Kahn, que também disputou sua última partida por sua seleção. Mesmo assim, Figo lamentou o resultado. "É duro acabar assim. A Alemanha foi mais eficaz que nós e merece o triunfo."Com dores musculares, Figo foi poupado pelo técnico Luiz Felipe Scolari e entrou no jogo somente aos 32 minutos do segundo tempo, no lugar de Simão Sabrosa. Ainda mostrou a velha categoria ao dar a assistência para o gol de honra português, marcado por Nuno Gomes, de cabeça.Figo disputou ao todo 127 partidas e marcou 32 gols por Portugal. Conquistou o terceiro lugar no Campeonato Mundial sub-16, em 1989, na Escócia. Dois anos depois, juntamente com Vítor Baía, João Pinto e Rui Costa, foi um dos ícones da "geração de ouro" que foi campeã mundial sub-20, em casa. Pela seleção adulta, o máximo que conseguiu foi o vice-campeonato da Eurocopa de 2004, também em Portugal.Se não ganhou com a seleção, o meia conquistou títulos individuais. Foi eleito em 2000 o melhor jogador da Europa e, um ano depois, o melhor do mundo pela Fifa.Pauleta disse adeusO centroavante Pauleta foi mais explícito e afirmou que se despediu da seleção portuguesa neste sábado. "Este é o dia mais triste da minha carreira. Jogar por esta equipe e marcar gols era o que mais amava fazer, mas chegou a hora de retirar-me", disse o jogador, de 33 anos.Apesar de ter decepcionado na Copa, em que só balançou as redes uma vez, na vitória por 2 a 0 sobre Angola, na estréia, Pauleta tem moral em seu país: é o maior artilheiro da história da seleção, com 47 gols em 88 partidas, sete tentos a mais que o ídolo Eusébio, participante do 3.º lugar na Copa de 1966.

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