Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Um mês após pênalti, Egídio se prepara para reencontrar torcida do Palmeiras

Lateral recebeu críticas depois de eliminação na Copa Libertadores e ficou fora para ser preservado, mas retorna contra o Coritiba

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2017 | 07h00

O jogo entre Palmeiras e Coritiba, nesta segunda-feira, no Pacaembu, será uma data importante para o lateral-esquerdo Egídio. A partida pelo Campeonato Brasileiro marca o primeiro reencontro entre o jogador e a torcida do Alviverde desde a eliminação na Copa Libertadores, quando um pênalti perdido por ele selou a despedida da equipe diante do Barcelona, do Equador, nas oitavas de final.

Depois desse confronto, o técnico Cuca decidiu preservar Egídio. O lateral continuou a treinar junto com o grupo, mas deu lugar a Michel Bastos pelos três compromissos seguintes. O treinador quis dar esse tempo para o jogador se acalmar e recuperar a confiança, já que mesmo antes do pênalti ele já era alvo de vaias de parte da torcida do Palmeiras.

O processo de retorno de Egídio à equipe teve como nova etapa a presença dele como titular no último sábado. O jogador enfrentou o Atlético-MG, no estádio Independência, e está confirmado pelo treinador para a partida com o Coritiba. "Ele nos representa bem naquela posição, tem os defeitos dele. O torcedor precisa entender que foi uma fatalidade e precisa apoiar o Egídio", comentou Cuca.

No difícil período das semanas seguintes ao pênalti o lateral buscou se aproximar da família. Egídio evitou ler na internet comentários de torcedores e continuou a trabalhar. O momento de instabilidade coincide com a proximidade do fim do contrato, previsto para dezembro. O Palmeiras já demonstrou interesse em renovar o vínculo, porém as conversas ainda estão em estágio inicial.

Cuca deu apoio a Egídio nas últimas semanas e elogiou o empenho do jogador dos treinos. "Ele está trabalhando bem, tem cabeça boa, humildade. Se fizer o feijão com arroz, como a gente fala, não passa fome nunca. O Egídio está fazendo isso e está preparado", afirmou o treinador.

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