Um momento especial

Marcelo Moreno se destaca no Grêmio com gols e assistências

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2012 | 15h00

SÃO PAULO - Marcelo Moreno chegou este ano ao Grêmio e vive um momento muito especial no clube. O atacante boliviano de 25 anos é o artilheiro do time na temporada, com 17 gols. O último deles foi marcado nos minutos finais do jogo contra o Coritiba e valeu a classificação para as oitavas de final da Copa Sul-Americana, na última quarta-feira. E três dias antes ele havia dado passes para três dos quatro gols gremistas na goleada sobre o Figueirense pelo Brasileirão.

A semana de Moreno ficou ainda melhor na quinta-feira, quando ele soube que estava convocado para defender a seleção de seu país no jogo contra o Equador pelas Eliminatórias para a Copa de 2014.

Por fim, sexta-feira foi confirmado no Gre-Nal de hoje, o número 393 da história. Ele chegou a ser dúvida depois de ter sentido dores na coxa direita, mas vai a campo no clássico gaúcho no Beira-Rio.

A boa fase faz o atacante sonhar com o título brasileiro pelo Grêmio, além de planejar levar a Bolívia a disputar a Copa do Mundo de 2014, como ele contou nesta entrevista que deu ao JT.

Você deu três assistências para gols do Grêmio no jogo contra o Figueirense. Esperava assumir esse perfil de garçom do time?

É uma situação curiosa mesmo, três assistências em um só jogo. Estou feliz com meu desempenho aqui no Grêmio. Marquei até agora 17 gols na temporada, estou conseguindo ajudar o time. Estou tentando ajudar da melhor maneira possível: marcando gols, dando assistências, apertando a saída de bola do adversário... O mais importante é o Grêmio sair com a vitória.

Este ano tem sido muito positivo para você, não só nas assistências, mas também balançando a rede. Quais os segredos dessa boa fase?

Não tem segredo. Estou treinando muito, me empenhando nos trabalhos do dia a dia com o objetivo de trazer resultados em campo para nosso time. As partidas são sempre reflexo do que você faz nos treinos. Tenho me dedicado nas finalizações também. Espero continuar ajudando a nossa equipe.

O Gre-Nal vale disputa direta por vaga entre os quatro primeiros colocados do Brasileirão. Você, que chegou neste ano ao clube, já se acostumou com a rivalidade do clássico?

Você tem de se acostumar de qualquer jeito. A torcida local vive o clássico de uma maneira muito intensa. Já participei do Gre-Nal outras vezes e tive a felicidade de marcar um gol. É uma rivalidade muito grande.

O que o Grêmio vai precisar fazer de diferente no segundo turno para conseguir tirar a diferença na classificação para os três primeiros colocados?

O Campeonato Brasileiro é uma competição muito equilibrada, tanto é que as equipes da ponta estão conseguindo manter um aproveitamento muito alto em relação aos outros anos. Acho que o Grêmio tem de manter a sua postura, fazendo valer o fator local e somando pontos importantes fora do Olímpico.

O elenco gremista tem como opções no ataque você, Kléber, André Lima e Leandro. Como fica a disputa pelas vagas de titular?

Com certeza todos nós do elenco estamos prontos para ajudar o Grêmio da forma que for possível. O Vanderlei Luxemburgo sempre faz questão de falar para a gente que o grupo é o mais importante de tudo. E o próprio Grêmio só tem a ganhar com esse conjunto que temos.

O Grêmio tem como peças importantes jogadores experientes como o Zé Roberto e Gilberto Silva, por exemplo. Mas apesar disso, poucos do elenco já conquistaram um título brasileiro. Levantar a taça deste ano chega a ser uma obsessão?

É o grande objetivo de todos nós no Grêmio. Para começar, temos um grupo muito qualificado, uma comissão técnica experiente e todo a uma estrutura completa do clube à disposição para nos ajudar de alguma forma. Todo o resto é com a gente, dentro de campo. Sabemos que é difícil, mas vamos fazer o possível para conseguir.

Curiosamente um dos seus parceiros no ataque é o Kleber, outro jogador que também teve passagem pelo futebol ucraniano. Quais experiências boas e ruins você viveu naquele país?

Por lá o que a gente tem de característica muito marcante é um estilo de jogo muito duro. Logicamente tem coisas boas e ruins, como em todo lugar do mundo. O frio intenso e a língua diferente é claro que atrapalham um pouco, mas você sempre dá um jeito de contornar tudo isso e acaba se acostumando com o local.

E como está a expectativa na Bolívia para conseguir a vaga para a Copa do Mundo de 2014?Existe muita expectativa, já que a América do Sul pode ter até seis países no Mundial?

A gente sabe de todas as dificuldades desse caminho para conseguir a classificação. Mas para dar conta da tarefa temos de nos esforçar e estamos trabalhando forte para conseguir uma das vagas para a Copa de Mundo. Se ela vier será lindo para o país, já que desde 1994 não disputamos um Mundial.

Quais os principais adversários da seleção boliviana na luta para se conseguir uma vaga para a Copa?

Nossos concorrentes diretos são uma questão que somente a própria tabela vai definir. Quem estiver mais perto da zona de classificação para a Copa do Mundo vai acabar virando nosso alvo. Só que primeiramente temos de fazer a nossa parte , que é buscar os resultados positivos.

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