Uma brasileira no sorteio da Copa

Muita gente queria estar no lugar de Cecília Sinn, uma das poucas pessoas do Brasil a acompanhar de perto a movimentação para o sorteio dos grupos da Copa do Mundo, sexta-feira, em Leipzig. Cecília não foi convidada por nenhuma autoridade e não tem ligação com o futebol, mas é funcionária do restaurante do Centro de Convenções de Leipzig, palco do evento e sede do centro de imprensa, dos encontros da Fifa e das entrevistas coletivas. Ela já viu o ídolo alemão Franz Beckenbauer e, sexta, espera conseguir um autógrafo de Pelé ou uma foto a seu lado. Cecília vive em Leipzig desde 1996 e, há cinco anos, trabalha no Centro de Convenções. Nesta semana tem servido a jornalistas e dirigentes. ?É uma experiência legal, o restaurante está movimentado com o sorteio?, conta a brasileira, nascida em Corumbá-MS. Cecília trocou a América do Sul pela França em 94 ? para estudar ? e lá conheceu um alemão, com quem se casou. Dois anos depois, os dois mudaram-se para Leipzig. O casamento não durou, mas o amor pela simpática cidade, de quase 500 mil habitantes, manteve-se intacto. ?Quando cheguei, Leipzig era feia, só tinha obras. Hoje ainda tem obras, mas muita coisa foi reformada, a arquitetura mudou, a cidade está bonita, a estação de trem é linda.? Segundo seus cálculos, há cerca de 150 brasileiros vivendo em Leipzig. Apesar da saudade de seu País e da família, não pensa, por enquanto, em retornar. Está concluindo a Faculdade de Letras e planeja um novo casamento, com outro alemão. ?Gostaria de ficar mais uns seis anos aqui para depois voltar ao Brasil com meu noivo?, diz ela, ansiosa pelo início da Copa do Mundo. ?A cidade já ficou bem animada na época da Copa das Confederações (realizada em junho e julho). No ano que vem, na Copa do Mundo, o movimento vai ser ainda maior.?

Agencia Estado,

08 de dezembro de 2005 | 09h53

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