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Uruguai chora a morte da lenda do futebol Ghiggia

Governo decreta luto oficial e corpo é velado no Congresso

Estadão Conteúdo

17 de julho de 2015 | 12h46

O velório do ex-jogador uruguaio Alcides Ghiggia, campeão mundial em 1950, começou na manhã desta sexta-feira com uma cerimônia íntima. À tarde, seu corpo será levado ao parlamento para uma homenagem pública, após a qual ele será enterrado em uma cerimônia de "luto oficial", informaram seu filho e a presidência do Uruguai.

"A família está triste com a perda, porque é irreparável, não só como pai, mas como a lenda que é", disse seu filho Arcadio, à agência de notícias Associated Press, no velório.

Ghiggia, autor do gol do título do Uruguai na vitória por 2 a 1 sobre o Brasil na Copa do Mundo de 1950, no Maracanã, no Rio, morreu na última quinta-feira, após sofrer um ataque cardíaco. O ex-atacante tinha 88 anos, tendo falecido na data do 65º aniversário do Maracanazo.

"Ele teve uma parada cardíaca, estávamos conversando" em um hospital em Montevidéu onde foi internado para observação. "Quando ele se sentiu mal, ele foi para trás, as costas doíam, teve uma tontura. Eles tentaram reanimá-lo, mas faleceu", disse seu filho.

"Ele tinha um boa vida, como ele dizia, ''que me tirem para dançar'', viveu muito, tinha dois filhos, cinco netos, dois bisnetos, foi campeão do mundo", acrescentou Arcadio Ghiggia.

Considerado uma lenda do futebol, ele era o último sobrevivente da equipe que realizou uma das maiores surpresas da história da Copa do Mundo. O ex-atacante, de ascendência italiana, começou a carreira no Peñarol, onde jogou por cinco anos, até se transferir para a Itália, onde defendeu o Roma e o Milan. Antes de se aposentar, voltou ao seu país, onde defendeu também o Danúbio.

Arcadio Ghiggia, que é biólogo e tem 61 anos, confirmou que, após a cerimônia familiar, o corpo de seu pai será levado ao Palácio Legislativo para uma homenagem pública, e que no final da tarde será enterrado em um cemitério de Montevidéu.

O governo decretou "luto oficial" pela morte, por isso, "a bandeira nacional permanecerá a meio mastro em todos os edifícios públicos", informou a presidência em um comunicado. Os restos mortais de Ghiggia "receberão honras fúnebres e serão velados nesta sexta-feira, 17, no Salão dos Passos Perdidos no Palácio Legislativo", acrescentou.

O site do Parlamento anunciou a cerimônia e destacou que Ghiggia "é especialmente lembrado pelo povo do Uruguai por ter sido o autor do segundo gol na final da Copa de 1950". "Esse gol permitiu que o Uruguai se consagrasse campeão mundial, em uma partida que é lembrada como um dos maiores vitórias na história da futebol," acrescentou.

O atacante Luis Suárez, estrela atual da seleção uruguaia e do Barcelona, se somou às homenagens. "Ontem nos deixou um grande do futebol uruguaio. Um homem que marcou a história do nosso país. Obrigado Alcides Ghiggia", publicado em seu perfil no Twitter.

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