REUTERS/Ueslei Marcelino
REUTERS/Ueslei Marcelino

Uruguai vê fim de ciclo próximo para 'geração dourada' e corre risco de ficar fora da Copa

Seleção uruguaia venceu apenas dois dos últimos jogos das Eliminatórias e enfrenta a Bolívia, nesta terça-feira, em La Paz, precisando pontuar

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2021 | 13h00

O Uruguai vive um momento preocupante nas Eliminatórias sul-americanas à Copa do Mundo de 2022, no Catar, ocupando a sexta posição, com 16 pontos, fora da zona de classificação. A pontuação é igual a do Chile, quarto colocado, e da Colômbia, em quinto, posição que dá direito à repescagem. A seleção uruguaia venceu apenas dois dos últimos dez jogos na competição e enfrenta a Bolívia nesta terça-feira, em La Paz, às 17h, sabendo que precisa pontuar.

O atacante Luis Suárez, que deverá ficar no banco de reservas por opção técnica, é o principal expoente de uma geração uruguaia que foi quarta colocada na Copa do Mundo de 2010, campeã da Copa América em 2011 e que pode ficar fora do Mundial de 2022. Ao lado de Suárez, o goleiro Fernando Muslera, o zagueiro Diego Godín, o lateral Martín Cáceres e o atacante Edinson Cavani ainda seguem atuando pela seleção, mas veem a despedida do selecionado celeste cada vez mais próxima, com ou sem a vaga na próxima Copa.

O Uruguai vem enfrentando problemas na transição entre as gerações, apesar de ter jovens de destaque em grandes equipes pelo mundo, como o zagueiro Ronald Araújo, do Barcelona, os meio-campistas De La Cruz, do River Plate, Rodrigo Bentancur, da Juventus, e Federico Valverde, do Real Madrid.

Enquanto ainda quebra a cabeça para encontrar a escalação ideal, o técnico Oscar Tabárez, de 74 anos, que sofre da síndrome de Guillain-Barré, e anda com ajuda de uma bengala devido à limitação de seus movimentos, vive sua maior crise na seleção.

Os maus resultados recentes e o fraco desempenho ofensivo — o Uruguai é a quarta seleção com menos gols marcados nas Eliminatórias — colocaram grande pressão sobre o treinador. Tabárez está no comando do Uruguai desde 2006 e foi responsável pelo grande renascimento da seleção no cenário internacional. Antes da derrota para a Argentina, Suárez saiu em sua defesa.

“Pressão em técnicos sempre existe e mais ainda em seleções, mas é preciso lembrar tudo que El Maestro (Tabárez) fez e a difícil missão que ele teve para construir esse processo. Quando eu entrei na seleção em 2007, o Uruguai tinha ficado fora da Copa de 2006 e, em 2002, só conseguimos a vaga na repescagem. Hoje, estamos em uma situação em que fomos às últimas três copas. Você deve ver o lado positivo”, analisou o atacante de 34 anos.

Em outubro, a imprensa uruguaia afirmou que Tabárez poderia ser demitido devido aos resultados ruins da seleção. Diego Aguirre, do Internacional, era um dos nomes cogitados, mas o treinador negou ter sido procurado.

Para seguir sonhando com vaga na próxima Copa do Mundo, os uruguaios podem se agarrar à mística própria do espírito de luta da garra charrúa. Depois da Bolívia, a seleção de Suárez e companhia ainda enfrenta o Paraguai fora de casa, depois recebe Venezuela e Peru e encerra as Eliminatórias visitando o Chile em um confronto que pode ser decisivo para ambas as seleções.

Contra a Bolívia, o Uruguai deve ir a campo com Muslera; Cáceres, Giménez, Godín e Piquerez; Nández, Torreira, Bentancur, Vecino, Torres e Martínez.

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