Alex Silva/Estadão
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Uruguai não vence a seleção brasileira fora de casa há 21 anos

Triunfo por 2 a 1 em um amistoso, em Campina Grande, foi o último do time celeste sobre o Brasil

MATEUS SILVA ALVES - Enviado especial, Agência Estado

25 de junho de 2013 | 19h49

BELO HORIZONTE - A rivalidade entre Brasil e Uruguai é grande, mas os confrontos mais recentes não a sustentam. Já faz muito tempo que o pequeno país localizado ao sul do Rio Grande do Sul deixou de ser uma potência do futebol, enquanto a seleção brasileira sempre se manteve como uma força temível no mundo da bola. O resultado é que raramente os uruguaios saem de campo vitoriosos depois de um confronto com o vizinho.

O Uruguai não vence a seleção desde 2001, quando fez 1 a 0 pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002 aquela, curiosamente, foi a partida de estreia de Luiz Felipe Scolari no time nacional. Mas o que mais chama a atenção no histórico dos confrontos entre as equipes é a dificuldade que os uruguaios têm de vencer os brasileiros fora de seus domínios. Quando o jogo não é no Uruguai, os bicampeões mundiais costumam ser presa fácil para os brasileiros.

Um triunfo por 2 a 1 em um amistoso disputado em novembro de 1992, na cidade paraibana de Campina Grande, foi o último do Uruguai sobre o Brasil fora de casa. Era, no entanto, uma seleção brasileira enfraquecida, já que apenas jogadores que atuavam no País foram convocados para aquela partida. O elo entre jogo de 21 anos atrás e o desta quarta-feira, no Mineirão, é Carlos Alberto Parreira. O atual coordenador técnico do time brasileiro era o treinador da seleção na época.

Em jogos valendo pontos, o jejum de vitórias uruguaias longe de Montevidéu é muito longo. A última ocorreu em 1959, pela Copa América que ainda nem tinha esse nome, era chamada de Campeonato Sul-Americano. Em Guayaquil, no Equador, o Uruguai venceu por 3 a 0 uma equipe brasileira formada apenas por jogadores que atuavam em Pernambuco.

Vitória fora de casa "de verdade" mesmo, a derradeira dos uruguaios aconteceu em 1957, também pelo Sul-Americano, desta vez em Lima, no Peru. Naquela ocasião, o Brasil não teve desculpa, pois jogou com um time fortíssimo, formado por gente como Gilmar, Djalma Santos, Nilton Santos, Didi e Zizinho.

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