Uruguai vence e volta às quartas de final depois de 40 anos

Com dois gols de Luiz Suárez, Celeste bate a Coreia do Sul por 2 a 1 e é a primeira classificada à próxima fase

ANDRÉ AVELAR, estadão.com.br

26 de junho de 2010 | 12h52

Yves Herman/Reuters

SÃO PAULO - O Uruguai fez reviver a tradição celeste em Copa do Mundo neste sábado, 26, em Port Elizabeth. Depois de 40 anos, o time voltou às quartas de final da competição, desta vez, ao bater a Coreia do Sul por 2 a 1 no Nelson Mandela Bay. Com dois gols, Luiz Suárez foi o nome da partida. Lee Chung-Yong descontou para os asiáticos.

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 "Adversários conhecidos do Brasil"
Esse Uruguai de hoje é melhor que o de 1970. Repetiu o feito daquela seleção no Mundial do México. Na história das Copas, ainda está devendo. A lacuna é muito grande.

Agora, os uruguais esperam o vencedor do confronto entre Estados Unidos e Gana, que acontece também neste sábado, às 15h30. Quem passar, será o adversário de 2 de julho, no Ellis Park, em Johanesburgo. O estadão.com.br acompanha os jogos.

Classificado em primeiro do Grupo A, a equipe de Oscar Tabarez vem, com méritos, apagando a má campanha das Eliminatórias 2010 - foi a última a carimbar o passaporte para a África ao bater a Costa do Marfim apenas na repescagem. Do outro lado, a Coreia do Sul adia o sonho de repetir pelo menos a quarta colocação do Mundial de 2002. Esse era um sonho inegável dos asiáticos.

 

 "Foi sofrido"
É a marca dessa Copa até agora: o excesso de cautela, o desejo de chegar é maior do que o desejo de jogar. Times que têm a chance de resolver e se recolhem.

Trio ofensivo. Os perigosos atacantes uruguaios se fizeram presentes logo aos 7 minutos de jogo. Cavani começou a jogada, lançou para Diego Forlan, que se livrou dos zagueiros e cruzou despretensiosamente para a pequena área. O goleiro Jung Sung-Ryong cometeu uma falha incrível e Suárez apareceu para marcar, quase sem ângulo.

 

Com o gol sofrido no início, os jogadores acusaram o golpe. Nem a experiência de sete Copas anteriores era capaz de controlar os ânimos da seleção sul-coreana. As estrelas do time Park Chu-Young (Monaco-FRA) e Park Ji-Sung (Manchester United-ING) chamavam a responsabilidade, mas quando não era a trave, o goleiro aparecia na frente.

 

 Lacuna na tradição

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Foram os anos que o Uruguai esperou para voltar a emplacar três vitórias seguidas em Copas do Mundo.

Equilíbrio. A Celeste então, experimentava dos contra-ataques. Maxi Pereira chegou a dar um chapéu desconcertante no seu marcador e chutar de primeira. O zagueiro cortou com a mão e o árbitro alemão Wolfgang Stark não marcou nada para desespero dos uruguaios. Como faltava a definição, o zagueiro Diego Lugano acabou se destacando a partir da metade do primeiro tempo, já com o adversário partindo para cima no campo de ataque.

 

Para o segundo tempo, a Coreia se mostrou incansável. Por todos os lados, as bolas eram lançadas na área. Sem sucesso. O Uruguai mostrou a sua retranca e só pensava em destruir as ações adversárias.

 

 Uruguai URUGUAI2
Muslera; Perez, Fucile, Lugano, Godín (Victorino); Maxi Pereira, Arévalo, Alvaro Pereira (Lodeiro), Forlán; Suárez (A. Fernandez) e Cavani
Técnico: Oscar Tabarez
 Coreia do Sul COREIA DO SUL1
Jung Sung-Ryong; Cha Du-Ri    , Cho Yong-Hyung    , Lee Jung-Soo, Lee Young-Pyo; Kim Jung-Woo    , Kim Jae-Sung (Lee Dong Gook), Ki Sung-Yueng, Lee Chung-Yong; Park Chu-Young e Park Ji-Sung
Técnico: Huh Jung-Moo
Gols: Suárez, aos 7 minutos do 1.º Tempo. Lee Chung-Yong, aos 22; Suárez, aos 34 minutos do 2.º Tempo.

Árbitro: Wolfgang Stark (ALE)

Estádio: Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth

E os sul-americanos acabaram pagando pela omissão no ataque. Em rebatida na área, Lee Chung-Yong subiu mais que a zaga e a bola morreu no fundo do gol. Foi o empate da Coreia. Empate que fez a emoção do jogo reascender.

 

Nome do jogo. Em alta, Suárez resolveu decidir a partida. O camisa 9 recebeu dentro da área, se livrou de um marcador e, cheio de curva, mandou as redes tirando do goleiro Jung Sung-Ryong.

Pronto, a classificação estava garantida. A comemoração com os companheiros já denotava isso. A partir daí, o Uruguai se fechou como nunca e só se preocupou em defender. Mostrou a raça tão característica do futebol sul-americano para garantir sua volta ao grupo das oito melhores classificadas. 

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