Vacilo tira tranqüilidade palmeirense

Bastou o empate por 2 a 2 contra o Sport, no sábado, para o clima de aparente tranqüilidade das últimas semanas desaparecer no Palmeiras. A maneira como o time deixou escapar a vitória faltando menos de 15 minutos para o final do jogo e a possibilidade da perda da liderança da Série B para o Botafogo, que ocorrerá caso o time carioca vença o Caxias na terça, irritaram os jogadores. No sábado, o Palmeiras enfrenta o Marília, fora de casa, com o retorno de Magrão e Gláuber, que estavam suspensos e não atuaram diante do Sport.?O time não pode ter tanta falta de atenção nas conclusões?, reclamou Diego Souza. O lateral Baiano também criticou a falta de pontaria da equipe, sem citar nomes. ?Na segunda divisão precisamos saber a hora de dar porrada e a de dar espetáculo.?O lateral Lúcio, culpado por boa parte da torcida pelo empate diante do Sport por ter cometido um pênalti infantil no segundo tempo ao colocar a mão na bola dentro da área, alertou que as dificuldades devem aumentar. ?A partir de agora, todas as equipes que nos enfrentarem irão se doar ainda mais. Por isso, quero mandar um recado ao grupo. Estamos no Palmeiras, mas disputando a segunda divisão. Não devemos entrar no embalo da torcida. Se eles querem gritar que já somos campeões, tudo bem. Mas temos que fazer nossa parte dentro de campo.?Lúcio lembrou que a partir do jogo contra o Marília, no sábado, o time terá que mudar o comportamento em campo. ?Vamos entrar a 300 quilômetros por hora para recuperar os pontos que perdemos dentro de casa. Mas não quero pensar se o Botafogo assumirá a liderança caso vença o Caxias. Meu foco é o Palmeiras.?O zagueiro Leonardo, que deverá voltar para o banco com o retorno de Gláuber ao time, também se mostra insatisfeito. ?Vacilar da maneira como ocorreu contra o Sport é inadmissível.?

Agencia Estado,

31 de agosto de 2003 | 16h40

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