Vadão assume Ponte para recomeçar

Disposto a retomar sua carreira no futebol paulista, o técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, aceitou o desafio de assumir o comando da Ponte Preta no lugar de Nenê Santana, que pediu seu afastamento do cargo. O contrato de Vadão com o clube vai até o dia 31 de dezembro e junto com ele se apresentou o auxiliar técnico Gerson Sebastião, o Gersinho. O seu primeiro objetivo é tirar o time da zona do rebaixamento na classificação do Campeonato Paulista."É uma grande oportunidade para retomar minha carreira no futebol paulista", comentou Vadão, lembrando que trabalhou com Galeano e Henrique no Bahia, ano passado, e que conhece o elenco de forma geral. Mas, ele sabe a responsabilidade e o desafio que tem pela frente: "O que interessa agora é o apoio da torcida para que possamos vencer já no próximo jogo (Portuguesa de Desportos) e iniciarmos a recuperação", completou.A diretoria deixou o técnico à vontade para fazer algumas observações no elenco para dispensar ou contratar alguns jogadores. Sobre a parte física do time, ele acha prematuro qualquer análise, uma vez que não houve tempo para a pré-temporada. "As equipes que não se prepararam vão pagar um preço alto por isso e, neste momento, vai valer mais a disposição dos jogadores".Para o vice-presidente Marco Antônio Eberlin, a escolha de Vadão foi baseada no seu trabalho de experiência e com um perfil de muito diálogo. "Tenho certeza de que ele vai se encaixar direitinho dentro do nosso planejamento", disse Eberlin, lembrando a boa participação do técnico em 2001. Existe ainda uma pendência financeira entre as partes, que está sendo discutida na área jurídica e pode até ser acertada agora. Na ocasião, Vadão trabalhou 14 meses no clube e ficou sem receber por 11 meses. Dirigiu a Ponte em 59 jogos, com 24 vitórias, 13 empates e 22 derrotas. Seu ataque marcou 102, enquanto a defesa sofreu 94.Com respeito a saída de Nenê Santana, o dirigente garante que aconteceu de "forma natural, também com muita conversa". Provisoriamente, Nenê estará de folga mas, em breve, deve assumir uma função dentro do departamento de futebol, talvez como auxiliar do próprio Vadão. O ex-técnico evitou comentários, sendo reticente: "Deixei a diretoria à vontade, porque senti que havia uma pressão muito grande em cima dos jogadores por causa de mim". Nenê espera continuar no clube, onde é funcionário desde o ano passado. Como técnico, Nenê comandou o time por 30 jogos, com 16 derrotas, nove vitórias e cinco derrotas.O elenco já teve o primeiro contato com a nova comissão técnica nesta tarde. A partir desta terça-feira o objetivo será a recuperação diante da Portuguesa, sexta-feira, no Majestoso. A Ponte só tem um ponto, conseguido no empate de 2 a 2 no dérbi, contra o Guarani. Antes perdeu para São Caetano, Santos e Ituano.

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